BlackRock vê oportunidade em títulos dos EUA pela primeira vez em seis anos
O BlackRock Investment Institute, braço de pesquisa da BlackRock, ficou mais otimista com os títulos do Tesouro americano (Treasuries).
A gestora desfez uma posição underweight (equivalente a venda) que foi um “pilar” de sua estratégia durante a maior parte dos últimos seis anos, em meio à alta dos rendimentos para os maiores níveis em mais de duas décadas.
A instituição elevou os Treasuries de curto prazo para overweight (equivalente a compra).
Os títulos de prazo mais longo passaram de underweight para neutro.
A casa citou os rendimentos mais altos e expectativas possivelmente “excessivas” de aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
Também reduziu a posição underweight em títulos do governo japonês, segundo nota assinada pelos estrategistas Jean Boivin e Wei Li e por Rick Rieder, CIO de renda fixa global da BlackRock.
Leia também: Treasuries subiram demais e janela para investir se abriu, avalia JPMorgan Asset Para financiar a mudança, a gestora rebaixou as ações americanas para neutro e encerrou uma posição overweight mantida havia bastante tempo.
A justificativa foi a “potencial volatilidade em torno da expansão da inteligência artificial (IA)”.
A BlackRock também cortou para neutro os títulos lastreados em hipotecas (MBS, na sigla em inglês) de agências americanas.
O movimento marca uma guinada relevante para a BlackRock, que ficou underweight em Treasuries pela primeira vez em outubro de 2020.
Na época, o rendimento do Treasury de 10 anos estava perto de 0,9%.
Desde então, a taxa de referência disparou para acima de 5,2%.
Os investidores lidam com crescimento econômico mais forte, demanda elevada por capital e novas preocupações com a inflação, provocadas pela alta do petróleo e pelas tensões no Oriente Médio.
“Agora, os rendimentos se ajustaram em direção à nossa visão de longa data de juros mais altos, e queremos garantir uma renda atrativa”, escreveu a equipe.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.