Jovem que morreu em madeireira trabalhava sem registro há 2 meses, diz ex-companheira
Jovem que morreu em madeireira trabalhava sem registro há 2 meses, diz ex-companheira A morte de Cauã Godoy, de 23 anos, após ser atingido por placas de madeira em uma marcenaria no Jardim São Gabriel, em Campinas, ganhou um fato novo nesta quarta-feira (26).
Depois de o proprietário da empresa dizer que o funcionário estava no primeiro dia de trabalho, a ex-companheira de Cauã afirmou que ele atuava no local havia pelo menos dois meses sem registro em carteira.
"Não era o primeiro dia, porque ele era informal, né? Ele ia quando ele queria, aí nessa época que a gente terminou, ele deu uma parada de ir, estava na vida dele, e aí, quando ele retornou, foi na terça-feira", contou a jovem.
Após a manifestação da família, o proprietário da marcenaria foi procurado para esclarecer as informações sobre o vínculo de trabalho.
O empresário não atendeu as ligações e, por mensagem, informou que enviaria uma nota, mas não voltou a responder até a publicação desta reportagem. ✅ Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp Em uma das mensagens, no entanto, o empresário disse que Cauã teria começado a trabalhar no início de agosto.
O caso é investigado pela Polícia Civil.
Bruna Godoy ao lado do filho, Cauã, morto após ser atingido por placas de madeira no trabalho Redes sociais Direito trabalhista Segundo o advogado trabalhista Marcelo Mascaro, será preciso apurar se Cauã estava em seu primeiro dia de trabalho ou se já atuava informalmente na empresa.
Segundo ele, a investigação também deve analisar se a empresa adotava medidas de segurança obrigatórias, como treinamentos, orientações, fiscalização das atividades e fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs).
"O que vai definir se a empresa agiu com culpa ou negligência e, por consequência, se a família tem o direito de receber indenização ou não", explicou.
Campinas registra alta de 17% em denúncias de trabalho sem carteira assinada 'Viveu intensamente' O velório e o enterro de Cauã ocorreram na tarde desta terça-feira (26), no Cemitério das Acácias, em Campinas.
Para Bruna Godoy, o filho viveu cada momento e "aproveitou a vida sem arrependimentos".
Bruna destaca o coração generoso, o olhar e o sorriso do filho como marcas da personalidade dele.
A mãe descreve Cauã como um jovem alegre, sem maldade e muito amado pela família.
Ele sonhava em ser cantor de trap e chegou a escrever letras, mas não levou o projeto adiante.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.