Brasileiro é preso nos EUA e acusado pelo governo Trump de vender documentos falsos a imigrantes ilegais
Procuradores federais em Boston acusaram Romulo Ferreira De Oliveira, de 39 anos, de falsificar cartões do Seguro Social e outros documentos de identificação para imigrantes ilegais Tribunal Distrital dos EUA / Divulgação O governo Trump prendeu um brasileiro residente nos Estados Unidos na semana passada e o acusa de vender documentos falsos a imigrantes ilegais.
Romulo Ferreira de Oliveira, de 39 anos, residente em Braintree, uma cidade de Massachusetts, foi detido no dia 13 de outubro e compareceu a uma audiência de custódia no dia 16.
Ele pode enfrentar uma pena de até 15 anos de prisão e uma multa de US$ 250 mil, o equivalente a cerca de R$ 1,25 milhão, se for condenado pela acusação.
Também está sujeito à deportação.
Segundo comunicado do Departamento de Justiça dos EUA, a investigação que levou à prisão do Romulo aponta que, em duas datas distintas de julho de 2026, ele vendeu documentos de identificação falsificados a um informante confidencial em troca de dinheiro.
Em 18 de julho, o brasileiro teria vendido um cartão de residente permanente legal e um cartão do Seguro Social.
No dia 28 de julho, 11 cartões do Seguro Social e uma carteira de habilitação brasileira.
Agora no g1 O jornal local "Boston Herald" publicou mais detalhes das compras.
De acordo com a reportagem, Romulo cobrou US$ 200 pela primeira encomenda feita pelo informante que estava trabalhando para o agente federal que fez a denúncia.
A segunda teve um valor negociado de US$ 1 mil através da seguinte mensagem: "Quando você consegue fazer 10 cartões do Seguro Social para essas pessoas? Posso buscá-los na sexta-feira de manhã, se você puder.
Me dê um desconto para que todos saiam ganhando".
O cartão de seguridade social é um documento importante para diferentes procedimentos administrativos e trabalhistas nos Estados Unidos, enquanto o Green Card comprova a condição de residente permanente legal.
Apesar da prisão e das acusações apresentadas, Romulo Ferreira De Oliveira ainda não foi considerado culpado pela Justiça.
O próprio Departamento de Justiça dos Estados Unidos ressalta em seu comunicado que as informações descritas nos documentos judiciais constituem alegações e que o acusado deve ser considerado inocente até que sua responsabilidade criminal seja comprovada.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Mundo.