Onça-parda atropelada em rodovia de Araçatuba tinha projéteis no crânio, aponta necropsia
Onça-parda macho foi atropelada na segunda-feira (31) à noite, na rodovia SP-463, em Araçatuba Divulgação Uma onça-parda macho, adulta, encontrada morta após ser atropelada na noite de segunda-feira (31), na Rodovia Dr.
Elyeser Montenegro Magalhães (SP-463), em Araçatuba (SP), apresentava projéteis alojados no crânio, segundo a necropsia realizada pelo setor de Patologia da Faculdade de Medicina Veterinária da Unesp.
A análise inicial também identificou lesões na região da face e na cavidade torácica, conforme apurado pela TV TEM.
O atropelamento foi registrado pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP) por volta das 22h55, na altura do km 55,5 da rodovia, no sentido norte.
Uma equipe do órgão recolheu o animal e o encaminhou para a Unesp. 📲 Participe do canal do g1 Rio Preto e Araçatuba no WhatsApp De acordo com os pesquisadores, os projéteis encontrados no crânio são possivelmente chumbinhos e estavam alojados em tecidos moles.
A presença dos fragmentos pode indicar que a onça havia sido atingida anteriormente por disparos e sobreviveu.
Uma radiografia ainda será realizada para verificar se existem outros projéteis ou lesões que não puderam ser identificados durante a avaliação inicial, feita a olho nu.
A causa da morte ainda não foi determinada.
Segundo a universidade, quando o corpo chegou ao setor de Patologia, o animal já estava morto horas antes.
Os exames complementares devem ajudar os pesquisadores a esclarecer se o atropelamento foi a causa da morte e se outros fatores contribuíram para o óbito.
LEIA MAIS 'Achei que era cachorro', diz moradora que encontrou onça em quintal de casa no interior de SP Motorista de ambulância resgata sagui ferido em rodovia no interior de SP: 'Acostumada a socorrer' Atropelamentos de animais silvestres Segundo o DER-SP, o trecho entre os quilômetros 42 e 60 da SP-463 registrou redução no número de atropelamentos de animais silvestres nos últimos anos.
Entre 1º de janeiro e 31 de agosto de 2024, foram registradas 20 ocorrências.
No mesmo período de 2025, foram 13, uma redução de 35%.
Em 2026, foram contabilizados nove casos, queda de 30,8% em relação ao ano anterior e de 55% na comparação com 2024.
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