"Não deu certo em lugar nenhum", diz Haddad sobre escolas cívico-militares
O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) criticou, nesta quinta-feira (24/9), as escolas cívico-militares implementadas pela gestão do atual governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Em sabatina ao Metrópoles , o petista afirmou que não ampliará o modelo caso seja eleito.
Assista a entrevista na íntegra: “Eu não vou autoritariamente mudar [o modelo das escolas cívico-militares], mas eu vou reconsultar à luz da experiência que eles viveram.
Mas não vou ampliar porque eu não acredito nesse modelo.
Esse modelo não deu certo em nenhum lugar do mundo.
Não tenho um único país que adote esse modelo, não conheço estados líderes em qualidade de educação, no Brasil, que adotem esse modelo.
Se você pegar as 100 melhores escolas do Brasil, nenhuma é cívico-militar”, disse Haddad.
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1 de 6 Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo Malu Lopes/Metrópoles 2 de 6 Haddad é ex-ministro da Fazenda Malu Lopes/Metrópoles 3 de 6 Metrópoles Entrevista Malu Lopes/Metrópoles 4 de 6 Fernando Haddad (PT) Malu Lopes/Metrópoles 5 de 6 Fernando Haddad no Metrópoles Rebeca Ligabue/Metrópoles 6 de 6 Fernando Haddad, em campanha eleitoral Reprodução/YouTube Na sabatina, o candidato também afirmou que pretende universalizar modelos que, ao seu ver, dão certo — como o Instituto Federal e escolas da Fundação Paula Souza (Etecs) — com objetivo de democratizar a qualidade de ensino.
“Eu quero que o filho da pessoa mais humilde deste estado tenha a mesma qualidade de ensino que o filho de um banqueiro” destacou.
Além disso, Haddad relacionou a queda de São Paulo no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) ao que chamou de “plataformização” da educação, também implementada pela gestão Tarcísio.
“O governo, ele teima com o que dá errado […] A plataformização das escolas estaduais é essa obrigatoriedade do professor passar três horas na frente de um computador ruim, mal conectado, preenchendo planilha.
O resultado: os professores revoltados, todo mundo com burnout.” Finalizando a discussão sobre educação, o candidato acusou Tarcísio de demorar para rever o modelo de “plataformização” e disse que reformas de ensino devem ser feitas em colaboração com os profissionais da área, ouvindo suas demandas.
“Eu não quero mais segregação, a ‘escola que dá certo’ e a ‘escola que não dá certo’.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.metropoles.com — o conteúdo pertence a Metrópoles.