Taxas do Tesouro Direto caem forte após novas pesquisas, mesmo com alta do petróleo
As taxas dos títulos prefixados do Tesouro Direto abriram em queda nesta terça-feira (20), devolvendo praticamente toda a alta registrada ao longo do pregão de segunda-feira (19).
O maior recuo foi o do Tesouro Prefixado 2029, que passou de 12,83% ao ano no fechamento de segunda para 12,69%, queda de 14 pontos-base.
É a menor taxa do título desde o fechamento de quinta-feira (15), quando pagava 12,68%.
O Prefixado 2032 caiu 13 pontos-base, de 13,04% para 12,91%, e o Prefixado com Juros Semestrais 2037, 10 pontos-base, de 13,04% para 12,94%.
Os dois voltaram praticamente aos níveis da abertura de segunda, de 12,90% e 12,92%.
Naquele dia, as taxas haviam aberto em queda , mas subiram ao longo da sessão e fecharam nos maiores níveis desde o primeiro turno, entre aberturas e fechamentos.
Entre os títulos atrelados à inflação , a queda foi mais moderada.
O Tesouro IPCA+ 2032 teve o maior recuo, de 6 pontos-base, passando de IPCA + 6,86% para IPCA + 6,80%.
Os demais papéis caíram 4 pontos-base.
O IPCA+ 2050 passou de IPCA + 6,74% para IPCA + 6,70%, e o IPCA+ com Juros Semestrais 2060, de IPCA + 6,75% para IPCA + 6,71%.
O movimento ocorre em dia de novas pesquisas eleitorais com Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula (PT), a cinco dias do segundo turno, marcado para domingo (25).
Na Real Time Big Data , divulgada nesta manhã, Flávio tem 52% dos votos válidos e Lula, 48%.
Nos votos totais, o placar é de 48% a 45%.
A pesquisa foi feita entre 15 e 19 de outubro, já depois do primeiro debate do segundo turno , realizado no domingo (18).
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