Flávio diz que leilão de energia de Lula penaliza mais pobres
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou nesta 2ª feira (24.ago.2026) o modelo adotado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos leilões de reserva de capacidade realizados em março de 2026.
Segundo o senador, a contratação elevará as tarifas de energia e os custos da indústria.
A declaração foi dada durante reunião da diretoria da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na capital paulista.
Flávio também defendeu o uso de baterias para armazenar energia produzida por fontes renováveis.
“ É uma vergonha você ver um governo fazendo leilão de reserva de energia do jeito que foi feito atualmente, passando uma conta de centenas de bilhões de reais.
E, na ponta da linha, o consumidor mais pobre que vai ter que pagar, que penaliza a indústria, que precisa de energia barata para poder voltar a ser competitiva ”, declarou.
A etapa principal do leilão, realizada em 18 de março de 2026, contratou 18,98 GW (gigawatts) de potência e estabeleceu R$ 515,7 bilhões em receitas fixas para as usinas ao longo de contratos de 10 a 15 anos.
A 2ª etapa, realizada em 20 de março, contratou mais 501,3 MW (megawatts).
Somados, os 2 certames contrataram aproximadamente 19,5 GW.
LEILÃO DE CAPACIDADE O LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade na Forma de Potência) contrata usinas para manter potência disponível e acioná-la quando o sistema elétrico precisar.
O objetivo é reforçar a segurança do fornecimento, principalmente nos períodos de maior consumo.
Participaram dos certames usinas hidrelétricas e termelétricas movidas a gás natural, carvão mineral, óleo combustível e biodiesel.
O MME (Ministério de Minas e Energia) afirma que os descontos oferecidos nas disputas representaram uma economia de R$ 35,4 bilhões em relação aos preços máximos estabelecidos –R$ 33,6 bilhões na 1ª etapa e R$ 1,8 bilhão na 2ª.
A área técnica da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), porém, estima que as usinas que começam a operar em 2026 adicionarão R$ 2,3 bilhões às tarifas até abril de 2027.
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