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Putin assina decreto para controlar infraestruturas críticas após ataques

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Putin assina decreto para controlar infraestruturas críticas após ataques

O presidente russo, Vladimir Putin, assinou um decreto que confere ao governo poderes para assumir temporariamente o controle de “infraestruturas críticas” em todo o país, caso os proprietários privados não consigam protegê-las de ataques ucranianos em escalada.

A nova medida surge num momento em que Moscou e Kiev intensificam suas campanhas aéreas; ataques ucranianos em profundidade no território russo têm provocado escassez de combustível e aproximado a realidade da guerra dos cidadãos russos comuns.

Kiev intensificou, nos últimos dias, os ataques contra centros logísticos da Ozon na Rússia — uma concorrente da gigante do comércio eletrônico Wildberries, frequentemente alvo de ataques — na tentativa de enfraquecer a economia de guerra de Moscou.

O decreto, que entrou em vigor na segunda-feira (24), afirma que as novas medidas estão sendo implementadas “em razão das crescentes ameaças à segurança de instalações de infraestrutura crítica da Federação Russa”.

Leia Mais Chefe de espionagem dos EUA viaja a Moscou, dizem fontes Avião militar de transporte dos EUA pousa em Moscou Zelensky vê janela para EUA mediarem fim da guerra na Ucrânia até 2027 Segundo o decreto, a medida abrange diversos setores, incluindo infraestrutura de combustíveis e energia, comunicações, instalações de transporte e logística, entre outros.

Caso os proprietários não adotem medidas suficientes para garantir a “segurança” de tais instalações ou não restaurem seu funcionamento com rapidez suficiente após ataques, o governo pode decidir implementar uma “administração temporária”, estabelece o decreto.

Na prática, isso transfere para o Estado russo o controle sobre a propriedade, os direitos de propriedade e as ações do proprietário.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou na última terça-feira (25) que, “com bastante frequência, os proprietários de empresas não dedicam a devida atenção à adoção de medidas para garantir a segurança, incluindo a proteção contra drones”.

Ele também apontou o apoio das nações ocidentais a Kiev como outra razão pela qual Moscou “precisa tomar medidas” para, segundo suas palavras, “garantir a nossa própria segurança”.

Questionado sobre quais empresas poderiam ser afetadas pelo decreto, Peskov disse aos repórteres que a situação seria “analisada principalmente pelo governo e pelos órgãos competentes”.

“Sempre que medidas de segurança não estiverem sendo adotadas em áreas críticas, propostas nesse sentido serão apresentadas”, acrescentou.

Paralelamente, a Rússia tem realizado cada vez mais ataques com mísseis de alta velocidade em toda a Ucrânia, aproveitando-se da escassez, em Kiev, de interceptadores de defesa aérea Patriot de fabricação americana — nos quais o país depende fortemente para abater mísseis balísticos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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