O prisioneiro
Aos 71 anos, Jair Bolsonaro venceu a eleição na qual pairou como sujeito oculto.
Está preso há um ano porque tentou construir a própria ditadura depois de perder a reeleição em 2022.
Foi sentenciado à cadeia até os 97 anos de idade por crimes contra a Constituição — entre eles, tentativa de golpe de Estado e conspiração para o assassinato do presidente da República, do vice-presidente e de um juiz do Supremo Tribunal Federal .
Privilegiado, Bolsonaro vive em prisão domiciliar numa casa aprazível no Jardim Botânico, em Brasília.
Inelegível, fez do ressentimento o insumo básico de um projeto de poder no Partido Liberal, com sua família conduzindo as frações de extrema direita.
No domingo (4/10), assistiu ao triunfo eleitoral da oligarquia Bolsonaro.
Viu o primogênito Flávio, que escolheu para representá-lo na disputa presidencial, vencer o primeiro turno.
A mulher, Michelle, e outro filho, Carlos, foram eleitos para o Senado; um irmão, Renato, e mais um filho, Jair Renan, se tornaram deputados federais.
O êxito, no entanto, foi além do canteiro cultivado pela casta familiar na folha de pagamentos do setor público.
As urnas redimensionaram a constelação de grupos de direita.
Aglutinados apenas no antipetismo, eles receberam mapa, bússola, régua e compasso para disputar com o bloco da esquerda a liderança do novo ciclo, delineado na despedida da geração, representada por Bolsonaro e Lula , que se mantém hegemônica na política brasileira desde o fim da ditadura.
Continua após a publicidade A direita ficou com 80% do Congresso Nacional.
Não significa que esteja ou estará unida a partir de 2027.
Ela está e tende a continuar fragmentada, unida somente no antipetismo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.