Quem é Roberta Luchsinger, lobista investigada por tráfico de influência
A empresária Roberta Luchsinger é alvo de três inquéritos Reprodução Roberta Luchsinger é alvo de três inquéritos da PF ao lado de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).
A suspeita é que eles tenham atuado para favorecer empresas junto a órgãos federais, crime conhecido como tráfico de influência.
Até o momento, no entanto, as investigações não apontaram se algum contrato foi assinado com o poder público.
Lula diz que Marcola errou ao pedir dinheiro a lobista, que filho vai pagar se cometeu ilícitos e que deseja 'recuperar território' do crime Quem é Roberta Luchsinger? Roberta Luchsinger, de 41 anos, é uma empresária e lobista brasileira nascida no município de Miraí, em Minas Gerais.
Ela é neta e herdeira de Peter Paul Arnold Luchsinger, um ex-banqueiro do Credit Suisse.
Além disso, é ex-companheira do ex-delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz.
Luchsinger também é amiga de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Lula.
A amizade, segundo a lobista, é anterior ao período em que Lula se tornou presidente.
Segundo pessoas do PT, Roberta se aproximou do partido e de Lulinha a partir de 2017, quando Lula estava sendo processado na Lava Jato.
Em 2018, Roberta foi candidata a deputada estadual pelo PT em São Paulo, mas não foi eleita.
Em suas redes sociais, a empresária costuma fazer críticas a parlamentares da direita, como o ex-presidente Jair Bolsonaro e Carla Zambelli.
Em novembro de 2025, a empresária fez uma postagem sobre a prisão preventiva de Bolsonaro: “Grande Dia para o Brasil”.
Por que Roberta Luchsinger está sendo investigada? Roberta Luchsinger é investigada por seu suposto papel em um esquema de desvio de recursos do INSS, lavagem de dinheiro, e por sua atuação como lobista na tentativa de intermediar negócios com o Ministério da Saúde, utilizando suas conexões políticas, incluindo sua amizade com Lulinha e relações com o ex-chefe de gabinete do presidente.
Durante a investigação a PF identificou repasses da empresária ao ex-chefe de gabinete do presidente Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola, além de uma minuta de contrato para venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde.
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