Garota de programa é presa acusada de matar ex-oficial e desertor ucraniano
Uma mulher de 32 anos apontada como garota de programa foi detida em Sevastopol, na Crimeia, acusada de matar Robert Shageyev, um ex-comandante de submarino ucraniano que desertou para a Rússia. As informações são do jornal britânico Telegraph.
Ela foi detida sob a acusação de plantar o explosivo que matou Robert Shageyev ontem . A prisão foi confirmada pelas autoridades locais sob a alegação de que o atentado a bomba foi encomendado pelos serviços de inteligência de Kiev.
Margarita Reut é uma cidadã russa que atuava como bióloga e aparecia em sites de acompanhantes . Ela nasceu em Yaroslavl, uma cidade a cerca de 260 km a nordeste de Moscou, e residia em Sochi, cidade litorânea no Mar Negro.
Margaret confessou o crime, segundo os canais ligados aos serviços de segurança russos . Durante o interrogatório, ao ser questionada se lamentava ter tirado a vida de um oficial do exército russo, Reut respondeu "não". O canal afirmou ainda que ela recebeu o pagamento pelo ataque em criptomoedas e planejava fugir para o exterior em um voo partindo de Sochi.
Autoridades ucranianas não comentaram publicamente o ataque . O site ucraniano Myrotvorets, que mantém uma lista de pessoas classificadas como criminosos de guerra ou traidores, informou que Shageyev foi "liquidado".
Polícia russa já havia registrado antecedentes de Margaret . Em julho de 2025, ela teria gritado "bem feito para vocês, russos!" ao saber da notícia de um ataque de drone ucraniano à estação ferroviária de Likhaya, na região russa de Rostov, enquanto viajava em um trem público.
Ela foi detida por dois dias e multada sob a legislação russa que proíbe "desacreditar" das Forças Armadas . A experiência não a impediu de publicar nas redes sociais, em fevereiro de 2026, que tinha "vergonha de ser russa" ao compartilhar o resultado de um teste genético.
Shageyev comandava o Zaporizhzhia, então o único submarino da Marinha ucraniana . Ele deixou a Ucrânia e foi para a Crimeia após a anexação da península pela Rússia, em 2014.
Oficial entregou o submarino às forças russas com pouca resistência e entrou para a Frota do Mar Negro . Um porta-voz do Ministério da Defesa da Ucrânia disse naquele ano que o comandante abandonou a embarcação, que passou a operar sob a bandeira naval russa.
Autoridades ucranianas comunicaram a Shageyev, em julho de 2022, que ele era investigado por suspeita de traição . Após mudar de lado, ele teria comandado uma divisão de submarinos na baía de Sevastopol e esteve à frente do submarino russo B-262 Stary Oskol entre 2017 e 2018.
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