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Human Rights Watch: Repressão na Venezuela está em “pausa” mas pode voltar

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Human Rights Watch: Repressão na Venezuela está em “pausa” mas pode voltar

Quase nove meses após a captura do ditador Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos e de todas as mudanças desencadeadas por isso na Venezuela, os atos de repressão no país sul-americano estão “em pausa”, mas, se não houver reformas institucionais profundas, “tudo pode voltar a ser como antes”, alerta a organização não governamental Human Rights Watch (HRW).

Durante uma visita à Venezuela nesta semana — a primeira desde 2008, quando a ONG foi expulsa pelo governo do então presidente Hugo Chávez —, a HRW publicou um relatório e conversou com veículos de comunicação sobre o que observou durante sua permanência no país.

Tanto no documento quanto em suas declarações à imprensa, a HRW afirmou que se reuniu com a presidente interina, Delcy Rodríguez, e outros funcionários do governo, além de integrantes da oposição, familiares de presos políticos, ativistas, diplomatas e jornalistas.

Nessas reuniões, relatou a organização, vários atores destacaram as mudanças realizadas desde a captura de Maduro, em 3 de janeiro, como as solturas e libertações de centenas de pessoas ou a lei de anistia aprovada pela Assembleia Nacional em fevereiro, e alguns disseram se sentir “mais livres” em comparação com anos anteriores.

“O que vimos é um país onde há algumas mudanças, há o que chamamos claramente de uma pausa na repressão”, disse Federico Borello, vice-diretor-executivo da HRW, a jornalistas.

“Agora, isso é uma pausa e não é total”, insistiu.

Leia mais Trump deve se reunir com Delcy Rodríguez em Nova York na terça-feira (22) Venezuela negocia transferência de US$ 4 bi em ouro para os EUA, diz jornal Cão que resgatou vítimas de terremoto na Venezuela ganha estátua Segundo Borello, embora algumas das medidas adotadas nos últimos meses representem avanços em direitos humanos, elas não podem ser consideradas vitórias irreversíveis porque a Venezuela ainda precisa de reformas para evitar novos atos de repressão no futuro.

“Sem essas reformas, tudo pode voltar a ser como antes”, disse, em uma avaliação semelhante à apresentada pela Missão Internacional Independente de Apuração dos Fatos da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta mesma semana, em um relatório no qual afirmou que houve “melhorias limitadas” na Venezuela, mas o aparato repressivo continua “intacto”.

A CNN entrou em contato com o governo da Venezuela para pedir comentários sobre essas afirmações e aguarda uma resposta.

Reformas estruturais e ações imediatas Borello argumentou que algumas reformas indispensáveis na Venezuela são uma no sistema de Justiça, uma nas forças de segurança e a revogação das leis que punem atos considerados terrorismo e incitação ao ódio.

Na avaliação dele, isso é necessário para evitar possíveis abusos, como detenções arbitrárias de cidadãos e políticos da oposição.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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