Produtora rural e mãe de dois filhos: quem era a mulher morta após acionar 'botão do pânico' em SC
Mulher de 38 anos é assassinada pelo ex-companheiro em Ipira Vítima de feminicídio em Ipira (SC), Daiana Gisele Müller tinha 38 anos, era produtora rural e mãe de duas crianças, de 8 e 13 anos.
Doze dias antes de ser morta, ela solicitou uma medida protetiva de urgência contra o suspeito do crime, o ex-companheiro Lorinei Morais, que foi preso.
No dia do crime, na terça-feira (20), a vítima chegou a ativar o botão do pânico, ferramenta instalada no celular de vítimas de violência doméstica para alertar as forças de segurança sobre o descumprimento de medidas protetivas. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Daiana trabalhava com a produção de leite na região Oeste catarinense, assim como então companheiro, informou a Polícia Civil.
Segundo o delegado Vinicius Ferraz, testemunhas disseram que o investigado tinha uma postura "ignorante", mas sem relatos de violência física anterior.
Os dois estavam separados há cinco meses e o suspeito não aceitava o rompimento.
O investigador ainda citou ciúmes e sentimento de posse como motivações para o feminicídio.
Mulher assassinada pelo ex pediu medida protetiva 12 dias antes de ser achada morta Em nota, o escritório de advocacia que atendia Daiana lamentou a morte da mulher.
No comunicado, a Matzenbacher Advocacia afirmou que Daiana buscou o amparo do direito à proteção da justiça e teve a vida brutalmente interrompida justamente por aquele que ele jurava amor e devia proteção.
"O feminicídio existe e é uma triste realidade daqueles que confundem amor com posse Liberdade com afronta e amor com utilidade.
Daiana foi morta.
Sua preocupação era com seus filhos, desejando evitar que eles vissem o pai preso, porém imaginando que seus filhos presenciariam um cenário ainda pior", disse o escritório.
Vítima foi identificada como Daiana Gisele Müller Redes sociais/Reprodução Medidas protetivas devem estar aliadas a outras políticas públicas Mulher acionou 'botão do pânico' antes de ser morta; ex foi preso Daiana procurou delegacia para pedir medida protetiva Segundo o delegado, Daiana procurou ajuda das autoridades 12 dias antes de ser assassinada.
Em 8 de outubro, a mulher denunciou o ex-companheiro por ameaça e solicitou uma medida protetiva de urgência.
Ao deferir o pedido no dia seguinte, a Justiça determinou que o suspeito não fizesse contato com a mulher e que mantivesse uma distância mínima de 100 metros dela.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Santa Catarina.