Em audiência, viúva de Brian Thompson vê Luigi Mangione confessar crime
Luigi Mangione ficou frente a frente pela primeira vez com Paulette Thompson, viúva do executivo Brian Thompson, em um tribunal de Manhattan hoje. Na audiência, Mangione admitiu ter atirado contra Thompson em 2024. As informações são do jornal norte-americano New York Post.
Paulette Thompson, 53, chorou durante a audiência em que Mangione, 28, confessou o crime. "Eu atirei no sr. Thompson em Manhattan, e ele morreu", declarou Mangione no tribunal.
Paulette estava sentada na primeira fileira da galeria junto à mãe de Thompson. Mangione não olhou para a viúva enquanto era conduzido ao tribunal. Após o encerramento, Mangione foi retirado da sala, evitando novamente o contato visual com Paulette e outros familiares.
Mangione admitiu ter perseguido o executivo com a intenção de matá-lo e reconheceu que efetuou os disparos. Segundo a Reuters, ele se declarou culpado sem acordo com os promotores.
A família de Thompson afirmou que a confissão representa um passo para responsabilizar o autor do crime. Após a audiência, Paulette não se pronunciou de forma individual. Em comunicado, os parentes de Thompson disseram que nada reduzirá a dor pela perda e pediram que a pena reflita a gravidade do caso.
Mangione não corre o risco de ser condenado à pena de morte. As duas acusações restantes são de perseguição interestadual que resultou em morte. Pelo artigo 2261 da legislação federal, elas podem levar à prisão perpétua, mas não permitem a aplicação da pena capital.
Brian Thompson, então executivo-chefe da UnitedHealthcare, foi morto a tiros em frente a um hotel em Manhattan em dezembro de 2024. Ele tinha 50 anos quando foi assassinado e tinha dois filhos com Paulette.
Mangione declarou que matou Thompson após anos de fortes dores nas costas e por acreditar que o sistema de seguros de saúde havia destruído sua vida. A declaração ocorreu durante a confissão no processo federal.
Mangione pode receber prisão perpétua e ainda responde a outros processos em Nova York e na Pensilvânia. Ele tenta anular o julgamento estadual com o argumento de que seria julgado duas vezes pelo mesmo crime.
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