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Uefa caminha para encontrar um rival viável a Infantino, diz vice-presidente

UOL Esporte ·
Uefa caminha para encontrar um rival viável a Infantino, diz vice-presidente

MADRI, 16 Set (Reuters) - A Uefa continua no caminho para encontrar um adversário viável ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, e não permitiu que sua campanha por mudanças se transformasse em mero desejo sem perspectivas concretas, disse nesta quarta-feira a vice-presidente Laura McAllister.

McAllister ​disse que o candidato para a eleição de março próximo não precisa ​ser europeu, mas deve ser capaz de derrotar Infantino, unir as confederações de futebol e promover uma reforma duradoura na governança.

Em entrevista à Reuters durante a Cúpula Mundial do Futebol, em Madri, após a reunião do Comitê Executivo da Uefa em Tessalônica, ela rejeitou as sugestões de que a oposição a Infantino teria perdido ​força, apesar de o presidente da Fifa parecer ⁠manter apoio suficiente para conquistar ​mais um mandato.

Os esforços da Uefa não visavam colocar uma figura europeia para liderar uma rebelião, disse ela, ⁠mas sim angariar apoio para um candidato com um programa de reformas claro.

“Não ​acho”, disse McAllister quando questionada se os oponentes de Infantino haviam superestimado o dano à sua autoridade.

“Sempre soubemos que as coisas não mudariam da noite para o dia. Isso seria ingênuo. Sabíamos que haveria resistência à mudança também, é claro.

“Estamos avançando ‌passo a passo, tanto no plano jurídico quanto no contexto ‌político, com um candidato ​alternativo, e também no que diz respeito ao programa de reformas de governança que precisamos ver.”

O suíço-italiano Infantino, de 56 anos, enfrentou o maior desafio à sua presidência após o fracasso de sua proposta de vender uma participação de até 20% nas competições da Fifa, incluindo a ‌Copa do Mundo, a investidores privados.

O plano gerou forte oposição, com a Uefa, a Confederação Asiática de Futebol e a Concacaf entre as entidades que clamavam por mudanças na liderança da Fifa. Várias federações nacionais europeias retiraram, desde então, seu apoio à reeleição de Infantino, sendo a Grécia a mais recente a fazê-lo na terça-feira.

McAllister afirmou que os países da Uefa permanecem “unidos e muito coesos” em sua determinação de mudar a forma como a Fifa é governada, mas ressaltou que a disputa vai além de Infantino.

“Isso sempre foi uma questão que ia além de uma única pessoa”, disse ela.

McAllister disse que a Uefa vem trabalhando discretamente em várias frentes e considera a plataforma de reforma mais importante do que a identidade ou a nacionalidade do eventual candidato.

“Há muitos ‌aspectos em qualquer campanha para mudar algo”, disse ela. “Há táticas que precisam ser seguidas, mas sinto-me muito tranquila por estarmos no caminho certo, pois tentaremos encontrar um candidato capaz de unir todas as confederações, porque não se trata apenas da Uefa; ​todas as confederações acreditam firmemente na necessidade de mudança.

“E esse candidato se apresentaria então com um manifesto de reforma e modernização.”

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Esporte.

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