Cientistas intrigados com a descoberta de uma antiga cidade submersa há 6.000 anos
As ruínas preservadas debaixo d'água ajudam a reconstruir a vida de uma comunidade muito antiga
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A mais de 600 metros de profundidade no extremo oeste de Cuba , imagens de sonar revelaram formas compridas, blocos geométricos e estruturas que lembram corredores e paredes. O conjunto ficou conhecido como uma possível cidade submersa. A hipótese de 6 mil anos , porém, nunca foi confirmada por uma datação direta, e a origem humana das formações continua em aberto.
O achado confirmado é um conjunto de estruturas rochosas incomuns, chamado MEGA, entre 600 e 750 metros abaixo do nível do mar. Elas ficam em uma depressão submarina a oeste da península de Guanahacabibes.
O geólogo cubano Manuel Iturralde-Vinent descreveu o local em Estructuras líticas submarinas al SW de Cuba . Os levantamentos reuniram sonar de varredura lateral, imagens de vídeo, mapas batimétricos, fotografias e amostras do fundo.
As formas maiores chegam a dezenas ou centenas de metros. Também aparecem blocos menores com formatos cúbicos, alongados e piramidais.
O apelido nasceu porque algumas imagens lembram câmaras, corredores, blocos sobrepostos e trechos de paredes. A disposição chamou atenção quando a equipe liderada pela engenheira Paulina Zelitsky começou a divulgar o material no início dos anos 2000.
Daí surgiram interpretações que iam de uma construção humana desconhecida a uma cidade perdida. O relatório geológico registra essas ideias apenas como hipóteses.
Não existe uma datação científica publicada que confirme 6 mil anos para uma cidade naquele ponto. Esse número aparece em matérias recentes sobre o mistério, como a publicação que retomou o caso em 2025 , mas não corresponde a uma data obtida diretamente dos blocos.
A profundidade torna a hipótese ainda mais difícil. No último máximo glacial, o nível global do mar ficou aproximadamente 120 a 135 metros abaixo do atual, muito menos que os 600 a 750 metros onde MEGA está.
Uma síntese publicada em Quaternary Science Reviews apresenta essa faixa para a queda global do nível do mar.
Sim. A explicação natural continua sendo uma das principais hipóteses consideradas para MEGA. Deslizamentos, quedas de blocos, falhas e erosão podem criar geometrias que parecem artificiais quando vistas em sonar.
Iturralde-Vinent também observou que alguns blocos lisos e sobrepostos não se parecem com fragmentos irregulares de áreas de deslizamento. Por isso, não descartou totalmente intervenção humana.
Porque faltam observações de alta qualidade e amostras diretamente ligadas às estruturas capazes de decidir entre geologia e construção humana. O próprio trabalho de Iturralde-Vinent conclui que os dados disponíveis eram insuficientes e não foram obtidos com uma metodologia adequada para uma resposta definitiva.
O relatório registra ainda que não houve novos trabalhos no local depois das campanhas analisadas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.