Últimos acontecimentos da guerra entre EUA e Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou, nesta segunda-feira (17), bombardear Omã, 60 dias depois da assinatura de um memorando de entendimento com vistas a alcançar um acordo de paz para pôr fim à guerra entre Estados Unidos e Irã.
Confira a seguir os últimos acontecimentos do conflito no Oriente Médio:
O enviado americano Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump, qualificou como "muito positivos" os diálogos entre Washington e Teerã com o objetivo de concluir um acordo para pôr fim ao conflito.
Em declarações à Fox News, ele disse que, embora não haja "muita confiança" entre os Estados Unidos e o Irã após "todos esses anos de ausência de relações e de diálogo", Kushner assegurou que "as duas partes estão muito seriamente envolvidas".
"O presidente Trump vai se mostrar muito paciente, ele não gosta de se precipitar para fechar um acordo. Concluirá o acordo adequado quando estiver pronto", acrescentou.
Nesta segunda (17), o presidente Donald Trump ameaçou bombardear Omã se o país "se interpor" em um acordo com o Irã sobre o Estreito de Ormuz, e instou Teerã a se render.
"Se Omã se interpuser, nós vamos bombardeá-los e destruí-los", disse Trump à emissora Fox, ao se referir às conversas em curso entre Omã e o Irã para controlar o Estreito de Ormuz, paralelas às aproximações impulsionadas pelos Estados Unidos.
Irã e Omã dialogam há semanas sobre futuros acordos de navegação marítima por essa rota estratégica, e o Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou mais cedo nesta segunda que as duas partes trabalham em uma declaração conjunta.
O governo federal do Iraque disse, nesta segunda-feira, que abrirá uma investigação sobre um ataque contra o escritório do primeiro-ministro da região autônoma do Curdistão, Masrour Barzani, que as autoridades regionais atribuíram ao Irã.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, condenou o ataque e conclamou os "amigos curdos" do Irã a "se manterem alertas diante de possíveis manobras destinadas a colocar países vizinhos uns contra os outros". Não houve registro de vítimas no ataque.
Desde o início da guerra no Oriente Médio, no fim de fevereiro, a região do Curdistão, que abriga tropas americanas e empresas petrolíferas estrangeiras, assim como rebeldes iranianos exilados, tem sido alvo de mais de 1.000 ataques por parte de Teerã e de grupos armados pró-Irã dentro do Iraque.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, afirmou, nesta segunda-feira, que o prazo de 60 dias para as negociações iraniano-americanas incluído no memorando de entendimento de junho deixou de ter efeito devido às "violações" cometidas por Washington.
"Não iniciamos nenhuma negociação porque, poucas semanas após a assinatura, começaram violações generalizadas do acordo, anulando, assim, a disposição dos 60 dias", disse.
Os rebeldes huthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, atacaram um navio militar saudita e quatro embarcações de escolta no Mar Vermelho, como parte de seu bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita, aliada dos Estados Unidos, disse seu porta-voz militar, Yahya Saree, nesta segunda-feira.
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