Multa do BC, CEO afastado e bloqueio de contas: a crise do Genial Investimentos
O Genial Investimentos voltou a ser alvo de agentes públicos por envolvimento em operações suspeitas.
Desta vez, o Comitê de Decisão de Processo Administrativo Sancionador (Copas) do Banco Central (BC) aplicou três multas que, somadas, chegam a R$ 21,6 milhões .
Leia também Economia BC multa Banco Genial em R$ 21,6 milhões e inabilita CEO por 4 anos Dinheiro e Negócios Justiça bloqueia R$ 176 milhões da Genial em ação que investiga PCC na Faria Lima A acusação analisada pelo comitê apontava que o Banco Genial, que faz parte do Genial Investimentos, contratou 2.038 operações de câmbio de nove clientes, no valor total de US$ 1,21 bilhão, entre novembro de 2020 e outubro de 2021, sem certificar a qualificação dos clientes.
A movimentação representa 80% das operações do tipo promovidas pelo Genial no período .
Além das multas, foi determinada a inabilitação de André Schwartz, CEO do Banco Genial, por quatro anos .
Na prática, ele fica impedido de ocupar cargos de direção, administração ou conselho em bancos e outras instituições financeiras.
O BC aplicou ainda multas no valor total de R$ 1,4 milhão contra três diretores do Genial, entre eles o CEO, penalizado em R$ 516 mil.
Para o Copas, Schwartz atuou como diretor responsável pela área de câmbio durante a contratação de US$ 520 milhões com clientes não certificados, considerados sem qualificação para a operação.
No processo, o Genial ainda foi acusado de atrasar ou omitir comunicações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) de operações suspeitas no valor de US$ 421,18 milhões de um cliente.
Para o BC, mais uma vez, o banco também não se certificou da qualificação de clientes.
PCC na Faria Lima Em maio, a Justiça de São Paulo bloqueou R$ 176 milhões de um fundo gerido pela Genial Investimentos .
A decisão, que acolheu a um pedido da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, ocorreu no âmbito da operação Carbono Oculto, que investiga o uso de estruturas da Faria Lima para esconder dinheiro do crime organizado .
O objetivo do bloqueio foi, de acordo com a sentença, impedir o esvaziamento patrimonial dos alvos e alcança bens das distribuidoras de combustíveis Aster e Copape, dos empresários Roberto Augusto Leme da Silva e Mohamad Hussein Mourad, conhecidos como Beto Louco e Primo.
Procurado, o Genial Investimentos não se manifestou até a publicação do texto.
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