Alunos sabem procurar respostas, mas conseguem fazer boas perguntas à IA?
Há algum tempo, o celular foi restringido na sala de aula por lei.
A inteligência artificial, porém, está fazendo o caminho inverso: integrando-se à educação como recurso pedagógico.
E a IA não apenas distrai, como o celular: ela responde.
Rápido, bem escrito e com ares de verdade definitiva.
Em um artigo recente, publicado na revista Communications Earth & Environment , dois pesquisadores da Universidade de Jena, na Alemanha, defendem que a questão não é o quanto o aluno recorre à IA, mas se a universidade o ensina a fazer perguntas que exponham a incerteza, em vez de encobri-la.
Leia mais População quer educação de qualidade, avalia especialista Cursos de tecnologia crescem, mas ainda há déficit de talentos no Brasil Universidade dos EUA insere IA em todos os cursos e divide alunos O impasse, porém, precede a tecnologia.
Muitas tarefas escolares valorizam a capacidade de resumir e organizar o conhecimento, mas deixam de lado dúvidas, contradições e diferentes interpretações sobre o assunto — justamente onde pode estar a parte mais interessante do aprendizado .
Quando esse tipo de pergunta chega a uma IA generativa, ela tende a entregar exatamente o que foi pedido: uma resposta clara e convincente, que reúne diferentes ideias sem revelar as divergências entre elas .
O aluno pode acabar achando que existe consenso sobre um tema que, na verdade, ainda divide pesquisadores.
Dados divulgados na terça-feira (8) pelo Pisa, avaliação internacional aplicada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), revelam que, no Brasil, 48% dos estudantes de 15 anos usam chatbots de IA ao menos uma vez por semana para aprender, e 40% recorrem à ferramenta para a pesquisa inicial sobre um tema novo — contra 31% na média da OCDE.
Mas só 51% dizem aprender, nas aulas, a avaliar a qualidade do que a IA responde, contra 63% na média da OCDE.
A questão passa então a ser outra: o que a escola vai ensinar o aluno a perguntar.
Como funciona a investigação ancorada em sala de aula? Mesmo com o apoio da IA, a curadoria das fontes e a formulação das perguntas continuam sendo trabalho humano • Magnific Assinado por Yiming V.
Wang e Christoph Heubeck, o texto não é um estudo com grupo de comparação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.