El Niño pode reduzir safra de soja em 17 milhões de toneladas, diz Serasa
A soja brasileira pode produzir 163 milhões de toneladas na safra 2026/27 se o El Niño se confirmar com forte intensidade, estima a Serasa Experian.
O volume seria 17 milhões de toneladas menor que o projetado pela empresa em um cenário de neutralidade climática, uma diferença de 9,7%.
O cálculo compara cenários de produtividade e não confirma que a quebra ocorrerá.
A própria Serasa ressalta que o resultado é um exercício para dimensionar riscos, não uma previsão da safra.
A estimativa considera que a área plantada cresça 1,8%, para 49,9 milhões de hectares, mas que o rendimento caia de 3.622 para 3.282 quilos por hectare.
Continua após a publicidade A projeção da Serasa parte de uma área maior que a estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Em seu primeiro levantamento para o ciclo 2026/27, divulgado em 15 de outubro, a estatal projetou produção de 181,6 milhões de toneladas em 49,3 milhões de hectares.
Continua após a publicidade Os números não são diretamente comparáveis: a Conab publicou sua estimativa para a safra, enquanto a Serasa calculou cenários climáticos com premissas próprias.
Efeitos devem variar entre as regiões No estudo da Serasa, as maiores perdas se concentram no Centro-Oeste.
Mato Grosso poderia produzir 9,7 milhões de toneladas a menos que no cenário neutro; em Goiás, a diferença seria de 4 milhões.
Juntos, os dois estados responderiam por quase 80% da redução estimada para o país.
Continua após a publicidade O Rio Grande do Sul aparece no sentido oposto: a produção poderia ficar 5,5 milhões de toneladas acima do cenário neutro.
Isso não significa que o estado esteja livre de riscos.
O padrão mais chuvoso associado ao El Niño pode aumentar a umidade disponível para as lavouras, mas também dificultar o plantio e os trabalhos no campo.
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