Lula mira abstenção, Flávio aposta em aliados: as estratégias da última semana
A última semana da eleição presidencial começa com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) diante de um desafio comum para transformar o apoio registrado nas pesquisas em votos nas urnas.
Com a disputa tecnicamente empatada, as campanhas concentram esforços na mobilização de eleitores, na busca por votos dos candidatos eliminados e na redução da abstenção, que atingiu 33,4 milhões de brasileiros no primeiro turno.
As estratégias, porém, têm prioridades distintas.
Lula aposta em uma ofensiva para ampliar o comparecimento de sua base eleitoral, especialmente entre os mais pobres e os eleitores do Nordeste.
Flávio pretende utilizar as alianças com governadores e lideranças regionais para preservar sua votação e conquistar novos apoios.
Os dois também reservam os últimos dias para atos no Sudeste.
São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro concentram mais de 40% do eleitorado nacional e representam uma parcela importante dos votos ainda em disputa.
Leia também Lula encurta distância para Flávio; 6×1 e ausentes ajudam a redesenhar o 2º turno AtlasIntel mostra vantagem do senador caindo de 5,4 para 2,2 pontos; presidente avança entre quem não votou no primeiro turno e em meio a uma agenda de medidas populares Lula ou Flávio: quais são as propostas para tirar os brasileiros das dívidas? Presidente aposta em nova rodada do Desenrola e perdão de débitos de MEIs; senador promete comprar dívidas dos bancos, reduzir parcelas e suspender pagamentos por até um ano A movimentação ocorre depois de pesquisas mostrarem uma aproximação entre os candidatos.
No Datafolha da última quinta-feira (15), Flávio recuou de 49% para 47%, enquanto Lula permaneceu com 45%.
Nesta segunda-feira (19), o levantamento AtlasIntel apontou 51,5% dos votos válidos para o senador e 48,9% para o presidente .
Mobilização em comparecimento A principal preocupação da campanha petista é ampliar a participação dos eleitores que não votaram no primeiro turno, especialmente nos segmentos em que o presidente registra maior apoio.
A abstenção chegou a 21,08% em 4 de outubro, o equivalente a 33,4 milhões de pessoas, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Embora nem todos esses eleitores sejam potenciais apoiadores de Lula, a campanha avalia que uma mobilização direcionada pode ampliar sua votação.
Um dos públicos prioritários são os eleitores com mais de 70 anos, para os quais o voto é facultativo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.