Márcio Canella trazia ‘risco concreto à ordem pública’, diz Moraes ao decretar prisão
O ministro Alexandre de Moraes , do STF, afirmou que o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil) tinha uma “posição de liderança político-institucional” em uma suposta organização criminosa que usava postos de combustíveis para lavar dinheiro.
Para o ministro, existia um “risco concreto à ordem pública, à instrução criminal e à própria eficácia da persecução penal”, o que motivou a prisão preventiva de Canella, cumprida nesta quinta-feira pela Polícia Federal , na oitava fase da Operação Unha e Carne.
“A posição de liderança político-institucional atribuída a Márcio Correia de Oliveira, associada aos indícios de recebimento de vantagens indevidas, à influência exercida sobre agentes públicos e à permanência dos vínculos identificados nas provas mais recentes da investigação, demonstra risco concreto à ordem pública, à instrução criminal e à própria eficácia da persecução penal”, justificou o ministro.
Segundo Moraes, a investigação da PF demonstrou que Canella não era apenas um “beneficiário eventual das atividades ilícitas investigadas” e atuava como “elo entre agentes públicos e os operadores da estrutura econômica constituída pelos postos de combustíveis, exercendo influência sobre decisões estratégicas e contribuindo para a proteção dos interesses do grupo”.
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