É inadmissível cidadãos não poderem votar, dizem centrais sindicais
As principais centrais sindicais do país disseram neste domingo (25.out.2026) ser “inadmissível que cidadãos aptos a votar sejam impedidos de exercer seu direito de forma deliberada, tendenciosa e nefasta” .
Eis a íntegra da nota (103 kB – PDF).
“Contrariando uma ordem do STF (Supremo Tribunal Federal) que determina que o transporte público em dia de eleição deve operar com 100% de sua capacidade, algumas cidades restringiram a frota, deixando milhares de eleitores nos pontos de ônibus, sem saber se conseguiriam chegar às urnas e, em alguns casos, sem conseguir” , afirmaram as entidades.
Segundo as centrais sindicais, a situação “fere a democracia e exige providências imediatas” .
“Precisamos estar atentos e cobrar das autoridades e dos órgãos responsáveis pela fiscalização uma atuação efetiva.
Mais do que identificar responsabilidades entre as administrações estaduais e municipais, é necessário esclarecer as denúncias e garantir que nenhum eleitor seja prejudicado pela falta de transporte” , escreveram as centrais sindicais.
Assinam a nota: Sérgio Nobre , presidente da CUT ; Miguel Torres , presidente da Força Sindical ; Ricardo Patah , presidente da UGT ; Adilson Araújo , presidente da CTB ; Sonia Zerino , presidente da NCST ; Antonio Neto , presidente da CSB ; Antonio Gozze , presidente da Pública.
Entenda o caso O ministro do STF Cristiano Zanin atendeu a pedidos dos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) neste domingo (25.out) e ampliou o término do horário de votação das 17h para as 19h.
O 1º pedido da campanha de Lula tratou de problemas no transporte público em 3 municípios da Bahia.
A equipe do presidente apresentou novas petições para incluir localidades de Piauí, Paraíba, Paraná, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Pernambuco e Roraima e, por fim, solicitou a prorrogação da votação em todo o país.
A federação formada por PT, PC do B e PV pediu também a distribuição de senhas aos eleitores que estivessem nas filas às 17h e a manutenção do transporte público gratuito, com frota integral, por pelo menos duas horas além do horário original de encerramento.
A campanha de Flávio pediu ao TSE a prorrogação da votação em 19 cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
Citou chuvas, alagamentos, interdições e falta de energia.
Solicitou ainda que a divulgação do resultado presidencial começasse só quando a votação terminasse nos locais com horário ampliado.
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