Ostras de Guaratuba têm retirada suspensa após análises apontarem risco à saúde
A retirada de ostras destinadas ao consumo humano foi temporariamente suspensa em áreas de cultivo de Guaratuba, no litoral do Paraná, após análises identificarem concentrações de toxinas acima do limite permitido.
A medida foi determinada pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e comunicada pela prefeitura na sexta-feira (23).
Segundo a Nota Técnica 03/2026, foram encontradas ficotoxinas do grupo do ácido okadaico em amostras de ostras coletadas no município.
Os exames foram realizados pelo Programa Nacional de Moluscos Bivalves Seguros (MoluBiS).
A substância é produzida pela microalga Dinophysis e pode se acumular em moluscos como ostras, mexilhões, vieiras e berbigões.
O consumo de moluscos contaminados pode provocar intoxicação alimentar, com sintomas como diarreia, náuseas, vômitos e dores abdominais.
Quando a retirada de ostras será liberada em Guaratuba A suspensão vale apenas para as áreas de cultivo identificadas nos atos de interdição.
A retirada de ostras nesses locais só poderá ser retomada quando novas análises laboratoriais comprovarem condições adequadas para o consumo e forem cumpridos os procedimentos sanitários exigidos.
As demais áreas de produção continuam sendo monitoradas e dependem dos resultados oficiais para a liberação da retirada dos moluscos.
Desde 2024, a Adapar realiza coletas periódicas de água e moluscos no litoral do Paraná para identificar possíveis riscos à saúde.
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