‘Sentir a vibração’: intérpretes de Libras levam acessibilidade a shows e aproximam artistas do público surdo
Interpretação em Libras em show de Ana Castela em Bauru emociona público surdo A música pode não ser ouvida, mas pode ser sentida e até vivida.
Foi com essa sensação que a pedagoga Graciele de Cayres, que é surda, acompanhou o show da cantora Ana Castela em Bauru (SP), no dia 2 de agosto.
O sentimento foi possível pela presença de uma intérprete de Libras no palco, que permitiu que Graciele percebesse o ritmo, a vibração e a empatia da artista em um momento de inclusão. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Graciele de Cayres esteve presente no show da Ana Castela em Bauru TV TEM/Reprodução "Quando eu cheguei lá e vi a interpretação em Libras, o movimento, a Ana Castela, e poder entender a sinalização, poder sentir a vibração e perceber a empatia dela com a sinalização, nossa, foi apaixonante", relata Graciele.
A experiência só foi possível graças ao trabalho da tradutora Júlia Rodrigues, que atuava no show como intérprete oficial.
Ela compartilhou que o momento em que a cantora participou da interpretação em Libras foi marcante e especial para a comunidade surda que assistia ao espetáculo.
“A comunidade surda estava bem na minha frente.
Eu virei um pouco de lado para a Ana Castela, para que ela conseguisse ver os sinais e sinalizasse diretamente para a comunidade surda”, explicou Júlia.
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Eles traduzem em tempo real as letras, os avisos e a energia das apresentações.
Para garantir essa conexão, a dupla utiliza expressões corporais e adapta os movimentos ao ritmo de cada estilo musical, transmitindo a emoção do espetáculo.
“Traduzir um show exige interpretar o sentimento de cada música por meio de expressões corporais e adaptações de ritmo, seja acompanhando a batida do funk ou a cadência do forró, mesmo quando não temos acesso antecipado às letras do repertório”, explicou Gil.
Para os profissionais, a presença da Língua Brasileira de Sinais nos palcos reafirma que a acessibilidade é um direito.
Da igreja aos palcos A conexão que fez a diferença na noite de Graciele é fruto de caminhos que se cruzaram por acaso, mas que ganharam propósito na inclusão.
Tanto Júlia quanto Gil tiveram contato com a Libras em trabalhos voluntários em igrejas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.