Ministro da Justiça rebate críticas de Trump sobre combate ao CV e ao PCC: ‘Hipótese não se confirma’
O ministro da Justiça, Wellington Cesar Lima e Silva Fernando Calixto/GloboNews O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, rebateu nesta quinta-feira (17), no Rio de Janeiro, as críticas do governo de Donald Trump à atuação do Brasil no combate a facções.
O presidente dos Estados Unidos acusou o Brasil de ter falhado no combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV) – incluídos recentemente pelos EUA na lista de organizações terroristas.
As afirmações estão em um documento divulgado pelo Departamento de Estado nesta quarta-feira (16).
Governo Trump diz que Brasil falhou no combate ao PCC e CV; entenda Segundo o ministro, os dados sobre as operações realizadas no país demonstram que a avaliação apresentada pelo governo americano “não se confirma” e é “inconsistente”.
“O Estado americano verificará que essa hipótese não se confirma, não é consistente.
Os números que apresentamos são superiores ao que existia antes”, declarou o ministro, em entrevista no Escritório Nacional Antifacção, no Centro do Rio.
Wellington afirmou que houve um aumento das ações de repressão ao crime organizado e destacou a integração entre forças federais, estaduais e municipais.
Para ele, o Brasil vive atualmente o “momento mais maduro” da resposta estatal às facções criminosas.
“Ficará nítido o esforço do Estado brasileiro nessa defesa e no combate ao crime organizado”, disse.
O ministro citou como avanços a aprovação da chamada Lei Antifacção e a ampliação da capacidade operacional das forças de segurança.
Segundo ele, o novo marco regulatório permite uma atuação mais contundente do que a existente anteriormente.
Leia também: Governo Lula vê relatório sobre PCC e CV como 'muito grave' e brecha para ações militares dos Estados Unidos Brasil fora da lista Wellington também ressaltou que o Brasil não foi incluído formalmente em uma lista de 23 países encaminhada pelo governo Trump ao Congresso dos Estados Unidos.
De acordo com o ministro, a menção ao país ocorreu apenas de maneira secundária, sem o enquadramento jurídico atribuído às nações que integram a relação.
“Se não figuramos na lista dos 23 países consolidada nessa iniciativa enviada ao Congresso, a referência ao Brasil foi um comentário lateral.
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