Exterma direita afirma que é o 'partido do povo' na Alemanha e prevê queda de Merz
Os líderes da extrema direita alemã previram nesta segunda-feira (21) a queda até o fim do ano do chanceler conservador Friedrich Merz, após as derrotas nas eleições regionais recentes, e afirmaram que seu partido, a AfD, já "substituiu" a democracia-cristã como o "partido do povo".
A Alternativa para a Alemanha (AfD) venceu no domingo as eleições regionais no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, onde a União Democrata-Cristã (CDU) obteve apenas 4,9% dos votos, abaixo do mínimo necessário para permanecer no Parlamento estadual.
Apesar da vitória da AfD, o Partido Social-Democrata (SPD), de centro-esquerda, poderá continuar governando o estado se conseguir formar uma coalizão com seus aliados.
"O chanceler certamente não chegará ao fim do ano", declarou Leif-Erik Holm, principal candidato da AfD no estado, na costa do Mar Báltico. "Acredito que o ocaso do chanceler começou", acrescentou.
"Nós substituímos a CDU como partido do povo", afirmou por sua vez a copresidente do partido, Alice Weidel.
Em apenas 16 meses no cargo, a popularidade de Merz desabou e seu partido sofreu diversas derrotas em eleições regionais para a AfD, que também lidera as pesquisas nacionais de intenção de voto.
Diante das especulações de que seu próprio partido poderia tentar destituí-lo, o chefe de Governo, de 70 anos, fez um inusitado discurso à nação no domingo, poucos minutos após a divulgação das pesquisas de boca de urna.
Merz reconheceu que a CDU sofreu um "desastre" em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, que se soma à derrota do partido em Berlim.
Na capital, o partido de extrema esquerda Die Linke (25%) derrotou a CDU (20%) e está em condições de tirar a prefeitura dos democrata-cristãos. A AfD também avançou na cidade, com quase 15% dos votos.
As duas derrotas se somam ao resultado de 6 de setembro, quando a AfD triunfou em outra região do leste do país, Saxônia-Anhalt, o que desencadeou uma onda de especulações sobre a saída antecipada do chefe de Governo.
"A confiança nas instituições do nosso país está diminuindo e está sendo ativamente minada por partidos radicais, tanto de esquerda como da direita", disse Merz na televisão.
"O que precisa ser feito agora exige determinação, firmeza e paciência", declarou. "Vou demonstrar isso como presidente da CDU e, sobretudo, como chanceler do nosso país".
O conservador governa em aliança com os social-democratas, que por enquanto mantêm o apoio.
"Continuamos comprometidos com esta coalizão, mas não podemos seguir como nos últimos meses. Precisamos de mudanças", disse Lars Klingbeil, dirigente do SPD e ministro das Finanças.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.