Dona de produtora nega uso de emenda em filme sobre Bolsonaro
Em entrevista à CNN Brasil, Karina Gama, dona da produtora de "Dark Horse", cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, negou ter usado recursos de emenda parlamentar para financiar o filme. A declaração foi dada antes de o ministro Flávio Dino (STF) levantar o sigilo da investigação hoje .
Dona da produtora Go Up afirma que não houve uso de dinheiro público no filme . "Não existe emenda [parlamentar] para 'Dark Horse'. Nunca foi feito um projeto público para o filme", disse Karina Gama em entrevista exibida ontem pela CNN Brasil.
Responsável pela produtora diz que recebeu emenda para outros projetos educacionais . Ela afirma que a empresa teve duas emendas do deputado Mario Frias (PL-SP), uma em 2023, paga em 2025, para um projeto de artes marciais, e outra para o "projeto jovem empreendedor". O valor dos repasses não foi especificado por ela.
Sobre "Dark Horse", ela afirmou que recebeu dinheiro de origem pessoal do deputado do PL e de outras pessoas para pagar despesas . A Go Up recebeu ao todo R$ 645 mil, no final do ano passado, para "pagar a folha de pagamento". "Todas as pessoas que podiam contribuir contribuíram com o seu [dinheiro] pessoal, para o 'Dark Horse'", afirmou, citando que houve contribuição privada do deputado Mario Frias.
O ministro Flávio Dino liberou hoje o sigilo de material apreendido pela polícia de São Paulo na produtora . No despacho, o ministro justifica a decisão mencionando vazamentos seletivos sobre o caso. "Com isso, creio que estou a zelar pela igualdade de todos perante a lei", diz trecho da decisão.
A produtora Go Up, de Karina Gama, está envolvida em dois inquéritos do STF:
A defesa de Karina Gama afirmou considerar "positiva" a decisão do ministro Flávio Dino de retirar o sigilo de uma investigação que envolve contratos com a Prefeitura de São Paulo . A nota afirma que a produtora "não cometeu nenhuma irregularidade" e ressalta que a abertura dos autos permitirá que os fatos sejam conhecidos em sua totalidade e analisados sem julgamentos antecipados.
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