Presidente do PT defende endurecer pena para crime hediondo e diz que Lula criará ministério da Segurança após PEC
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O presidente do PT , Edinho Silva, defendeu neste sábado (17) endurecer penas para quem comete crimes hediondos, em referência à recente mudança de posição do presidente Lula (PT) sobre a redução da maioridade penal. Segundo Edinho, o governo vai criar um Ministério da Segurança Pública depois de a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) sobre o tema ser aprovada o Senado.
A PEC deve ser votada na próxima semana, mas a maneira como será tratado o tema da redução da maioridade penal ainda está sendo discutida. O governo passou a defender a redução da maioridade penal para 16 anos em caso de crimes hediondos, numa mudança histórica de posição do PT. Lula, no entanto, quer adiar a discussão sobre esse tema para uma PEC à parte, para que o tema seja melhor debatido após as eleições.
"De fato, é um debate que nós estamos fazendo dentro do PT, porque temos que enfrentar o tema da segurança pública. Crime que se caracteriza como hediondo claro que tem que endurecer mais as penas. O presidente Lula disse que, se reduz para 16 anos a maioridade penal, reduz também para ter acesso a carteira de habilitação, também no caso de crime de roubo. Mas mais importante que esse debate é a votação da PEC", afirmou Edinho em entrevista coletiva neste sábado.
O presidente Lula deu uma guinada na última quinta-feira (15) em seu discurso sobre a maioridade penal, passando a defendê-la no caso de crimes hediondos, bandeira que sempre foi alvo de resistência na esquerda.
O ministro da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), José Guimarães, que é responsável pela negociação do governo com o Congresso, afirmou na sexta (16) que a intenção é aprovar a PEC na próxima semana, mas sem tratar da maioridade penal devido à falta de consenso na bancada do PT.
Edinho ainda critou o senador Flávio Bolsonaro (PL). Ele afirmou que o candidato legislou a favor da criminalidade quando atuou em prol da aprovação de um projeto apresentado pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para retirar a identificação das munições adquiridas por órgãos de segurança pública.
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