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Jovem morto com 27 tiros por PMs em SP é enterrado; Polícia Civil ainda não recebeu imagens das câmeras corporais

G1 São Paulo ·
Jovem morto com 27 tiros por PMs em SP é enterrado; Polícia Civil ainda não recebeu imagens das câmeras corporais

Jovem morto em Moema com 27 tiros é velado em SP O corpo de Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, morto após ser atingido por pelo menos 27 tiros disparados por policiais militares em Moema, na Zona Sul de São Paulo, foi sepultado nesta segunda-feira (12), em um cemitério da capital paulista.

Familiares e amigos se reuniram para se despedir do jovem, que sonhava em cursar medicina veterinária ou engenharia mecânica.

Os quatro policiais envolvidos na ocorrência foram afastados das atividades no domingo (11), após a Polícia Militar analisar as imagens das câmeras corporais utilizadas pelos agentes.

Apesar disso, quase 60 horas depois da morte, a Polícia Civil ainda não havia recebido a íntegra das gravações, consideradas fundamentais para esclarecer as circunstâncias da abordagem.

Segundo apuração da TV Globo, o material foi solicitado à PM por meio de ofício logo após a ocorrência, mas ainda não havia sido encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) até o início da tarde desta segunda.

Gustavo foi morto na madrugada de sábado (10), na Alameda dos Guaramomis, em Indianópolis, na região de Moema.

Segundo o boletim de ocorrência, os quatro policiais dispararam 45 vezes contra o jovem, que segurava um celular confundido pelos agentes com uma arma de fogo.

A família acompanhou o sepultamento em meio à tristeza e à revolta.

Gustavo era descrito por amigos como um jovem querido e tinha planos de ingressar na universidade.

Família contesta versão sobre tentativa de suicídio Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada por volta das 2h35 de sábado para atender a um chamado sobre um homem que estaria transtornado e ameaçando tirar a própria vida.

Familiares de Gustavo, no entanto, afirmam que, embora o jovem fizesse tratamento psiquiátrico e utilizasse medicamentos antidepressivos, ele nunca havia tentado suicídio nem apresentado episódios de surto psicótico.

"Era um tratamento depressivo que não envolvia nenhum tipo de episódio relacionado à tentativa de suicídio, tentativa de automutilação, nem nada do tipo", afirmou a advogada da família à TV Globo.

A representante também relatou que Gustavo, que era negro, já havia sido abordado por policiais outras vezes nas ruas de Moema, onde morava.

"A família acredita que isso acontecia única e exclusivamente pelo fato de ele ser um homem jovem negro, que morava ali na região, e que, por conta disso, a PM já considerava algum tipo de comportamento suspeito", declarou a advogada.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.

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