Julgamento do acusado de planejar o 11 de Setembro é marcado para 2028
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Mohammed está preso em Guantánamo desde 2006. Antes de ser detido em março de 2003, no Paquistão , era considerado um dos principais auxiliares do então líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden .
Antes de ser levado para Guantánamo, ficou detido por três anos em instalações secretas da CIA , nas quais foi interrogado e submetido a torturas, como simulação de afogamento, um método chamado de submarino.
Seu julgamento, assim como o de Walid bin Attash e Mustafa al-Hawsawi, outros dois acusados pelos atentados de 2001 e também detidos em Guantánamo, foi adiado várias vezes e, no ano passado, foi retirado um acordo de confissão de culpa que teria descartado uma condenação à pena de morte.
Os três homens nunca foram a júri porque o processo emperrou em torno da questão de definir se as torturas às quais foram submetidos anulavam as provas apresentadas contra eles.
O engenheiro de formação —que afirmou ter idealizado os atentados de 11 de setembro "de A a Z"— participou de uma série de importantes complôs contra os EUA, país onde cursou o ensino superior.
Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo
A operação mais letal foi a de 11 de setembro de 2001, que matou quase 3.000 pessoas depois que aviões sequestrados se chocaram contra as Torres Gêmeas de Nova York e o Pentágono em Washington, enquanto outro avião caiu em um campo na Pensilvânia.
Mohammed também afirma ter colaborado no atentado a bomba de 1993 contra o World Trade Center , que matou seis pessoas, e ter decapitado pessoalmente o jornalista americano Daniel Pearl em 2002 . Além disso, admite ter participado de outras trinta operações, entre elas atentados reivindicados pela Al-Qaeda em Bali e na Indonésia .
A Casa Branca utiliza Guantánamo, uma base naval isolada , para manter réus presos durante a "guerra contra o terrorismo ", iniciada após os atentados de 2001, a fim de evitar que os acusados reivindiquem direitos garantidos pela legislação americana.
As condições de detenção nessa prisão foram denunciadas reiteradas vezes como violadoras dos direitos humanos .
Em seu período de maior ocupação, abrigou cerca de 800 prisioneiros, transferidos em sua maioria para outros países.
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
Mais de 180 reportagens e análises publicadas a cada dia. Um time com mais de 200 colunistas e blogueiros. Um jornalismo profissional que fiscaliza o poder público, veicula notícias proveitosas e inspiradoras, faz contraponto à intolerância das redes sociais e traça uma linha clara entre verdade e mentira. Quanto custa ajudar a produzir esse conteúdo?
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.