88% dos internautas criticam nota de clubes sobre bets
Levantamento feito pelo Portal 91 mostra que 88% das interações analisadas nas redes sociais criticaram o manifesto divulgado por clubes de futebol brasileiros contra possíveis restrições ao mercado de apostas.
A pesquisa foi publicada no X nesta 6ª feira (18.set.2026).
A reação foi registrada depois da publicação, na 5ª feira (17.set), de uma nota conjunta de clubes como Palmeiras , Santos , São Paulo , Botafogo , Fluminense , Flamengo , Vasco e Cruzeiro , além das federações paulista e fluminense , intitulada “O fim do futebol brasileiro” .
O documento foi divulgado em resposta à notícia do UOL de que o governo federal preparava uma medida provisória para proibir cassinos on-line e endurecer regras sobre plataformas de apostas no país.
O Portal 91 , especializado em ciência de dados no futebol, estatísticas e análise do sentimento das torcidas nas redes sociais, analisou 90.123 interações no X e no Instagram sobre o tema.
Desse total, em 31.761, foi identificada uma posição clara sobre o discurso adotado pelos perfis oficiais dos clubes.
Os resultados apontaram que 88% das interações criticaram o posicionamento das equipes.
Apenas 5,1% apoiaram o discurso dos clubes, e 6,9% adotaram uma posição intermediária.
A palavra “vergonha” foi a mais usada nas manifestações contrárias.
A pesquisa ainda mostra que em 19,6% das respostas os torcedores mencionaram a dependência financeira ou o interesse econômico dos clubes.
Referências aos impactos sociais das apostas, como vício, endividamento e efeitos sobre famílias, apareceram em 13,5% das interações.
Outros 10,5% argumentaram que o futebol brasileiro existia antes da expansão das bets.
Foi identificado ainda que a própria expressão “fim do futebol brasileiro” , utilizada pelos clubes para dimensionar os possíveis impactos econômicos das restrições, passou a ser usada de forma irônica nas redes sociais.
“O fim do futebol brasileiro” O manifesto “O fim do futebol brasileiro” destaca que os recursos das empresas de apostas autorizadas financiam estruturas administrativas, centros de treinamento, projetos sociais, futebol feminino e a formação de atletas jovens.
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