'STF é a expressão máxima do fim da República brasileira', diz Renan Santos
O candidato Renan Santos (Missão) durante entrevista para o jornal Gazeta reprodução O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou nesta segunda-feira (31) que o Supremo Tribunal Federal (STF) é hoje a "expressão máxima do fim da República brasileira".
A declaração foi feita durante sabatina do site "Gazeta do Povo".
Ao ser questionado sobre o que acha da atuação da Corte, Renan afirmou que o Judiciário passou a ocupar um espaço que, na avaliação dele, deveria caber aos demais Poderes.
"O STF é hoje a expressão máxima do fim da República brasileira.
A República brasileira já está em crise há muito tempo, já está em crise no Legislativo, o Poder Executivo perdeu a sua capacidade de executar, virou apenas um balcão de negócios, e o Judiciário se colocou na posição de definir os rumos do Brasil", afirmou.
Ao comentar o inquérito das fake news, Renan afirmou que a reação do STF ao que chamou de um “arroubo maluco do bolsonarismo” justificou, naquele momento, a abertura da investigação.
Na avaliação do candidato, porém, a Corte acumulou poderes nesse processo e os manteve mesmo após o fim do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O inquérito das fake news foi aberto pelo STF em 2019 para investigar a disseminação de notícias falsas, ameaças e ataques contra ministros da Corte e seus familiares.
A investigação é relatada pelo ministro Alexandre de Moraes.
“Esse superinquérito teve como premissa um arroubo maluco do bolsonarismo durante o mandato deles, que justificou, da parte do STF, a criação daquele inquérito.
Mas, naturalmente, quando você acumula poder, você não abandona o poder acumulado.
Então, Bolsonaro passou e o STF continuou superpoderoso e continua exercendo esses superpoderes”, disse.
Agora no g1 O candidato afirmou ainda que, se eleito, pretende aproveitar as indicações que caberão ao próximo presidente para tentar alterar a correlação de forças no tribunal.
O presidente eleito em 2026 deverá indicar quatro ministros ao STF ao longo do mandato, em razão da aposentadoria compulsória, aos 75 anos, de integrantes da atual composição.
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