Acesso barato a streamings piratas atrai, mas expõe usuários a riscos virtuais
A escolha entre a diversão e o risco é bem pequena quando se trata da assinatura dos streamings piratas.
O preço atrativo para o acesso a um grupo imenso de filmes, séries e campeonatos esportivos acaba fechando os olhos para o outro lado da moeda: a exposição de dados pessoais a uma rede completamente desconhecida e não regulada pelas leis brasileiras.
Enquanto um plano simples dos streamings tradicionais não sai por menos de R$ 25,00 cada um, as atuais TVs piratas mantêm uma mensalidade que gira entre R$ 20,00 e R$ 50,00, conforme apuração.
Isso para ter acesso a milhares de filmes e programas presentes nos serviços legalizados e todos de uma só vez.
Para se ter uma ideia, manter três serviços legalizados não sairia por menos de R$ 75,00 ao mês.
Nos planos mais caros, que custam cerca de R$ 70,00, o valor sobe para R$ 210,00.
Um usuário que falou com a reportagem sob anonimato disse que escolheu o streaming ilegal pela comodidade de ter acesso fácil e rápido a um conteúdo que ficaria muito caro se tivesse que ser contratado em cada uma das plataformas.
“Dá pra ver pelo celular ou computador.
E, no caso das TVs smarts, ainda consegue ‘espelhar’ o sinal do celular para a TV”, disse.
Ele reforça ainda que tem acesso a filmes que ainda estão no cinema e nos streamings pagos “em questão de dias” e, por fim, que “o valor também é bem atrativo e cabe dentro do orçamento”.
O entrevistado usa os streamings piratas há pelo menos cinco anos.
Segundo o policial civil e especialista em segurança da informação Michel Weiler Neves, os riscos na contratação dos serviços irregulares são grandes, mas nem sempre levados em conta.
“O problema maior é que o usuário permite um padrão de conexão com uma rede de servidores desconhecida, sem regras definidas, e que estão agindo sobre esse equipamento (no caso de TV Box).
E, dependendo da rede doméstica, pode haver vazamento de informações pessoais se porventura houver algum programa espião”, detalhou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.campograndenews.com.br — o conteúdo pertence a Campo Grande News.