O preço dos alimentos nos governos de Lula e Bolsonaro: veja trajetória da inflação
O preço da comida é um dos indicadores mais sensíveis para medir o impacto da inflação sobre o cotidiano da população.
A alimentação é diferente das despesas que podem ser adiadas, como a compra de bens duráveis de consumo (como eletrodomésticos, automóveis e supérfluos).
Mesmo quando a inflação geral diminui, o aumento acumulado dos preços dos alimentos pode continuar a pesar sobre o poder de compra, principalmente entre as camadas de mais baixa renda da população.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os preços dos alimentos tiveram aumentos expressivos durante o governo Jair Bolsonaro (2019–2022).
Já na terceira gestão de Lula, iniciada em janeiro de 2023, o quadro foi diferente a cada ano, mas terminou com alimentos mais baratos em 2025.
Quanto os alimentos subiram no governo Bolsonaro? O IPCA, índice oficial de inflação calculado pelo IBGE, registrou alta de 4,31% em 2019, 4,52% em 2020, 10,06% em 2021 e 5,79% em 2022.
O resultado de 2021 foi o mais elevado desde 2015 , quando o indicador havia alcançado 10,67%.
E, apesar de a inflação geral ter desacelerado em 2022, o grupo Alimentação e bebidas seguiu uma trajetória de aumento e terminou o ano com alta acumulada de 11,64% (5,27 pontos percentuais a mais do que em 2019, quando a variação havia sido de 6,37%).
Considerando as taxas anuais e o efeito acumulado de uma sobre a outra — já que não basta somar os percentuais de cada ano, porque a inflação de um período incide sobre os preços reajustados no período anterior —, o grupo Alimentação e bebidas registrou alta de aproximadamente 46,3% entre o fim de 2018 e o fim de 2022.
Já a alimentação no domicílio, que considera os alimentos e as bebidas consumidos em casa, aumentou ainda mais.
Em 2020, a alta foi de 18,15%, de acordo com a série do IBGE.
Um ano depois, ainda durante a pandemia, o avanço foi de 8,24%.
Em 2022, com a recuperação da economia após os momentos mais críticos da emergência sanitária, a alta chegaria a 13,23%, mesmo com a desaceleração do IPCA geral.
A alta dos alimentos em 2020 esteve relacionada a uma combinação de fatores, entre os quais se destacou a pandemia de Covid-19, que prejudicou as cadeias de abastecimento e as condições de produção e transporte.
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