Vini afunda no Real Madrid pós-Copa, e Ancelotti tem desafio de recuperá-lo
Principal jogador e artilheiro do Brasil na Copa do Mundo, Vinicius Junior volta a vestir a camisa da seleção em um momento conturbado na carreira.
O brasileiro marcou apenas um gol em oito jogos oficiais do Real Madrid na temporada, e tem sido alvo da torcida e da imprensa espanholas, cada vez mais impacientes com o time de José Mourinho. A comparação com o amigo (e rival) Raphinha torna as coisas ainda mais complicadas: o camisa 11 do Barcelona marcou 14 vezes em oito partidas oficiais.
Depois de um bom desempenho na Copa, Vini viveu semanas de especulação na volta à rotina no clube merengue: a pré-temporada foi marcada por boatos sobre um interesse do Arsenal, mas os ingleses nunca fizeram uma proposta. No início de agosto, o ponta-esquerda renovou contrato com o clube espanhol até 2032.
A expectativa era que, ao ser valorizado pelo clube com o segundo maior salário do elenco, o brasileiro dividisse o protagonismo com Kylian Mbappé, num time que — reforçado por Yan Diomandé, Bernardo Silva e Marc Cucurella —, pintava como grande favorito ao título do Campeonato Espanhol, além de candidato à Champions League.
As primeiras semanas de temporada mostraram outra coisa: o Real Madrid ainda não engrenou, os reforços têm tido uma adaptação lenta, e até o artilheiro Mbappé (8 gols em 8 jogos) tem sido criticado pela falta de esforços defensivos e o individualismo.
Nesse contexto, Vini lidera a lista dos maiores alvos da torcida. Ele, que tantas vezes foi ovacionado pelo Santiago Bernabéu, tem convivido com vaias de parte da torcida.
Nos bastidores do clube, a versão oficial é de que a relação do brasileiro com José Mourinho é boa — melhor que com Xabi Alonso, técnico do início da temporada passada, por exemplo.
Mas, até agora, nem o time do português deslanchou, nem o brasileiro conseguiu colaborar como se espera dele. Além disso, um dado chama a atenção: Vini foi substituído nos últimos quatro jogos. No domingo, durante a derrota por 2 a 1 no dérbi contra o Atlético de Madrid, ele foi o primeiro a sair, para um ajuste tático no time após a expulsão do zagueiro Dean Huijsen.
Se no Real Madrid o clima é de tensão e cobrança, na seleção brasileira Vini encontrará outro ambiente.
A relação entre ele e Carlo Ancelotti extrapola a de treinador e jogador.
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