MPT processa a Meta em R$ 50 milhões por posts de assédio eleitoral
O Ministério Público do Trabalho ( MPT ) ajuízou, nesta quinta-feira (29/10), uma ação civil pública na Justiça do Trabalho contra a Meta, dona do Instagram, do Facebook e do Threads. O órgão cobra que a empresa retire do ar, em até 24 horas, publicações que convocam empresários a vigiar, expor, deixar de contratar e demitir funcionários por causa do voto. Pede, ainda, R$ 50 milhões de indenização por danos morais coletivos.
“A presente ação não se volta contra opinião política nem contra crítica de qualquer natureza, dirigida a quem quer que seja. Seu objeto é a proteção coletiva dos trabalhadores contra a discriminação política nas relações de trabalho e o assédio eleitoral”, disse o documento.
A ação é assinada pelo procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, pela procuradora-chefe do MPT-SP, Vera Lúcia Carlos, além dos procuradores Igor Gonçalves, Luciana Coutinho, Tatiana Amormino, Diego Jimenez e Marcos Cutrim.
Após o segundo turno das eleições, vários perfis passaram a disseminar conteúdo que estimula a demissão de eleitores do presidente reeleito, Lula (PT). O MPT ingressou com ações individuais, como no caso da deputada estadual do Rio de Janeiro Índia Armelau, e, agora, processou a Meta.
Segundo o docuemtno, até o momento, no pleito de 2026, o MPT recebeu 3.080 denúncias de assédio eleitoral, provenientes de todas as regiões do país, sendo cerca de 2,3 mil delas apenas em outubro.
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