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Rali da saúde foi racional? UBS BB diz que sim e vê espaço para mais altas de ações

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Rali da saúde foi racional? UBS BB diz que sim e vê espaço para mais altas de ações

A forte valorização das ações de saúde após o primeiro turno das eleições não parece ter sido um caso de euforia desconectada dos fundamentos, segundo análise do UBS BB.

O banco submeteu o rali das principais empresas do setor a seus modelos de valuation e concluiu que a combinação entre queda dos juros de curto e longo prazo explica grande parte da alta observada nas ações.

Em alguns casos, a reação do mercado ficou até abaixo daquilo que os modelos indicam como justificável.

Entre 18 de setembro e 9 de outubro, os juros de dez anos recuaram cerca de 175 pontos-base, enquanto a ponta curta da curva caiu aproximadamente 100 pontos-base.

No mesmo período, as ações sob cobertura do UBS avançaram entre 17% e 33%.

Para os analistas do banco, não houve exagero do mercado na reação, destacando que a valorização do setor ocorreu por dois canais simultâneos.

O primeiro foi a redução do custo de capital provocada pela queda dos juros longos uma vez que, como empresas de saúde costumam ter fluxos de caixa de longo prazo, elas se beneficiam diretamente quando a taxa usada para descontar esses fluxos diminui.

O segundo canal foi a melhora dos lucros futuros via despesas financeiras menores, efeito este que beneficiou principalmente empresas mais alavancadas, como Hapvida ( HAPV3 ) e Dasa ( DASA3 ).

Leia também Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa cai com realização de lucros e eleições no radar Bolsas dos EUA operam mistas em meio a balanços de bancos Combinando os dois fatores, o banco estimou que a queda recente da curva justificaria aproximadamente: 23% de valorização para Rede D’Or ( RDOR3 ); 22% para BradSaúde ( SAUD3 ); 25% para Hapvida ( HAPV3 ); 24% para Fleury ( FLRY3 ) e 32% para Dasa ( DASA3 ).

Os números ficaram muito próximos da performance efetivamente observada em Bolsa.

O que o mercado já precificou? Na avaliação do banco, boa parte do efeito da queda dos juros curtos já foi absorvida pelos preços.

Por isso, o principal vetor para uma nova alta deixaria de ser a melhora financeira e passaria a ser uma redução adicional da percepção de risco do Brasil, refletida nos juros longos.

O UBS BB trabalha com a hipótese de que o rendimento do título público de dez anos, atualmente em torno de 12,5%, possa cair ainda mais se a percepção de risco continuar melhorando.

Nesse cenário, a nova rodada de valorização seria liderada por empresas de maior “duration”, isto é, aquelas cujo valor depende mais intensamente de fluxos de caixa distribuídos ao longo do tempo.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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