Inflação perde ritmo, mas ainda preocupa BC e investidores, dizem analistas
Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.
A inflação desacelerou a 0,07% em julho, mas veio acima do esperado por economistas e ainda preocupa o Banco Central, mostram o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) divulgados nesta terça (11).
O fato de o índice de preços ter vindo mais forte do que o projetado —a expectativa de especialistas ouvidos pela Bloomberg era de estabilidade— foi visto por parte do mercado como uma confirmação dos pontos de alerta colocados pelo BC (Banco Central) na ata. Isso ajudou o dólar a subir nesta terça e a derrubar a bolsa.
Economistas alertam que, apesar da desaceleração, o IPCA continua pressionado pela taxa de desemprego baixa e pela perspectiva de desvalorização do real em relação ao dólar.
"Apesar de a inflação ter registrado algum alívio em julho, o mercado de trabalho aquecido e a perspectiva de uma desvalorização do real tendem a manter os preços pressionados", apontou o banco C6 em relatório. "Nossa projeção é de que o IPCA encerre o ano em 5%, acima do teto da meta."
Na ata desta terça, o BC reconhece que os indicadores de mercado de trabalho e de preços apontam para inflação mais controlada. Mas ressalva que há riscos à frente, como a atividade econômica ainda aquecida e a possibilidade de choques de oferta, como a alta do petróleo e o El Niño, se espalharem.
Na última reunião, o Copom cortou a taxa básica ( Selic ) em 0,25 ponto percentual pela quarta vez seguida, a 14% ao ano. Com isso, a maioria dos analistas ouvidos pela pesquisa semanal Focus, do BC, espera que os juros encerrem o ano em 13,75%.
No documento, o BC enfatizou que os choques de oferta vêm exercendo influência significativa tanto sobre os preços atuais quanto sobre as expectativas de inflação e que reagirá com firmeza caso esses choques se espalhem pela economia.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.