Americanas perde R$ 9,6 bilhões em valor de mercado com fraude e RJ
A Americanas perdeu 9,63 bilhões de reais em valor de mercado desde o anúncio da fraude contábil que revelou um rombo de 54,2 bilhões de reais na companhia.
Os dados são de um levantamento realizado por Einar Rivero, CEO da Elos Ayta Consultoria, e enviado a VEJA Negócios nesta terça-feira, 20.
Na segunda-feira, 19, a Americanas anunciou que a 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro determinou o encerramento de sua recuperação judicial (RJ).
A companhia foi vítima de uma fraude contábil de 54,2 bilhões de reais e recorreu à recuperação judicial para reestruturar suas finanças.
Segundo a decisão judicial, foram cumpridas todas as obrigações previstas no plano de recuperação judicial com vencimento no prazo de até dois anos.
De acordo com o levantamento de Rivero, a Americanas valia 10,83 bilhões de reais em 11 de janeiro de 2023, quando anunciou a fraude contábil.
No fechamento do pregão da última segunda-feira, 19, o valor de mercado havia caído para 1,19 bilhão de reais.
A diferença representa uma perda de 9,63 bilhões de reais, equivalente a cerca de 89% do valor de mercado registrado na época.
Continua após a publicidade O encerramento da recuperação judicial ocorre após a execução de um plano de reestruturação financeira que incluiu a conversão de até 12 bilhões de reais em dívidas com bancos credores em participação acionária na companhia.
A operação integrou o plano aprovado pelos credores em dezembro de 2023 e homologado pela Justiça em fevereiro de 2024.
O acordo também contemplou um aporte de 12 bilhões de reais dos acionistas de referência — Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira —, além de outras medidas para reorganizar o passivo da varejista.
Continua após a publicidade Com o fim da recuperação judicial, a Americanas passa a ter como desafio recuperar o desempenho operacional e ampliar a rentabilidade, buscando voltar a gerar resultados para seus acionistas.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.