Crítica | ‘Lanternas’ encerra primeira parte da narrativa com um IMPECÁVEL quinto episódio
Desde sua estreia há algumas semanas, ‘ Lanternas ’ vem se reiterando não só como uma das entradas mais sólida do recém-estruturado DCU , mas uma das melhores séries de 2026, apoiando-se nos conhecidos tropos dos suspenses de investigação em uma narrativa bastante instigante e guiada por performances marcantes, principalmente dos protagonistas Kyle Chandler e Aaron Pierre como o Lanterna Verde Hal Jordan e seu pupilo John Stewart, respectivamente. Semana a semana, a série da HBO criada pelas habilidosas mãos de Chris Mundy , Damon Lindelof e Tom King aposta em reviravoltas inesperadas e um denso estudo de personagens que abre espaço para um dos neowesterns dramáticos mais instigantes dos últimos anos – e o mais recente episódio alcança um espetacular pináculo que não só encerra um dos arcos principais da narrativa, mas dá o pontapé inicial de um enervante próximo capítulo.
Depois dos derradeiros eventos que culminaram na suposta morte de Zoe Macon ( Poorna Jagannathan ), Hal e John passaram por uma altercação que culminou em um acidente envolvendo o aprendiz – arquitetado pelo traído e frustrado Lanterna Verde , que se recusa a entregar o anel de bom grado e decide agir por conta própria ao descobrir que os Guardiões desejam substituí-lo como dono do poderoso objeto. Porém, as coisas não são tão simples quanto parecem e, em uma tentativa de conquistar sua lealdade, Zoe, que é-nos revelada como a Caçadora de Homens escondida em Rushville, resgata John de uma explosão e o cura, enquanto se prepara para enfrentar Hal e livrar a cidade de um problema que sequer deveria existir.
A partir daí, a trama é imbuída em uma agourenta atmosfera de suspense e ação que nos prepara para uma sangrenta batalha entre dois lados diferentes de um mesmo tabuleiro de xadrez, esquadrinhando os complexos laços entre os personagens e mostrando que o conceito de “heróis e vilões” não existe – e que as áreas cinzentas da moral são o verdadeiro combustível da série. Trazendo Geeta Vasant Patel novamente à cadeira de direção após um ótimo trabalho na semana passada, “Lights Out” irrompe como o melhor episódio da série até agora, oferecendo um êxtase artístico e técnico que nos deixa ainda mais ansiosos para o que acontecerá.
Patel volta a se apoiar na estética árida e isolada de Rushville, navegando por um microcosmos que parece existir fora da cronologia e do tempo e que, por essa razão, consegue nos infundir em um perfeita e inesperada amálgama de faroeste, drama e ficção científica – por vezes, inclusive, se afastando tanto das fórmulas das produções de super-heróis que nos esquecemos que a atração pertence ao DCU. Desde a tétrica trilha sonora de Stephanie Economou à isolativa fotografia assinada por Armando Salas , cada engrenagem funciona com perfeição, não perdendo a mão em momento algum e tornando quase impossível desviar o olhar.
Não são apenas os nomes por trás das câmeras que transformam a iteração em um sólido espetáculo, mas um conhecido elenco que se entrega de corpo e alma a atuações exímias e muito envolventes.
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