Análise: Com pacote a MEIs, Flávio vê “desespero” e Lula mira classe C
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou, no Palácio do Planalto, um pacote com cinco medidas voltadas ao Microempreendedor Individual (MEI), a 12 dias do segundo turno das eleições.
O conjunto de iniciativas tem impacto fiscal relevante e busca alcançar um segmento do eleitorado que, segundo avaliação da própria campanha, ainda resiste ao governo: a classe média que empreende.
A avaliação é da analista de Política da CNN Edilene Lopes ao CNN 360° .
Contexto político e eleitorado-alvo Edilene destacou que Lula tem mirado a classe C de forma mais ampla neste segundo turno.
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“O presidente Lula não conseguiu abarcar, principalmente aqueles que são os empreendedores e autônomos que não são CLT”, afirmou Edilene.
Essa dificuldade, segundo ela, reflete uma revisão que o Partido dos Trabalhadores tem enfrentado em relação às novas relações do mundo do trabalho.
A avaliação interna entre petistas é de que a medida de isenção de dívidas dos MEIs , lançada entre o primeiro e o segundo turno, chegou tarde.
“É uma leitura tardia que deveria ter vindo antes e, se tivesse vindo, talvez o presidente Lula tivesse conseguido mais apoio desse eleitorado”, disse Edilene.
Já na campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a iniciativa é interpretada como desespero.
No mercado financeiro, a percepção é de que Lula estaria criando dívidas para o próximo governo na tentativa de angariar votos da classe C.
Flávio Bolsonaro e o discurso do empreendedorismo Edilene Lopes avaliou que a campanha de Flávio Bolsonaro tem conseguido se comunicar melhor com esse segmento da população.
A presença de Pablo Marçal ao lado de Flávio Bolsonaro foi apontada como um sinal para a parcela da população que sonha em ascender socialmente por meio do empreendedorismo.
“Quando Flávio Bolsonaro se alia a pessoas que incentivam o empreendedorismo, isso faz com que ele dialogue com uma parcela da população que o presidente Lula teve dificuldade de dialogar”, afirmou a analista.
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