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Justiça pede para polícia de SP detalhar provas para investigar operações financeiras de produtora de 'Dark Horse'

G1 São Paulo ·
Justiça pede para polícia de SP detalhar provas para investigar operações financeiras de produtora de 'Dark Horse'

Karina Ferreira da Gama, dona da empresa Go UP Entertainment, responsável pelo filme ‘Dark Horse’ - sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Reprodução/Redes Sociais A Justiça de São Paulo determinou que a Polícia Civil detalhe quais provas já reuniu sobre os supostos desvios de recursos públicos em um contrato da Prefeitura de São Paulo com o Instituto Conhecer Brasil (ICB) antes de analisar um pedido de acesso a dados financeiros da entidade.

O pedido da polícia também engloba os dados da presidente do ICB, a empresária Karina Ferreira da Gama, produtora do filme "Dark Horse", biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A decisão foi publicada na segunda-feira (31) e foi proferida pelo juiz responsável pelo inquérito que apura suspeitas de irregularidades na execução do contrato firmado entre a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) e o ICB para implantação e manutenção de pontos de internet gratuita na capital paulista.

O magistrado ainda não decidiu se autoriza o acesso aos Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), solicitado pela Polícia Civil.

Antes disso, determinou que os investigadores complementem o pedido, apresentando documentos e indícios concretos que sustentem as suspeitas narradas no inquérito.

Segundo a representação da Polícia Civil citada na decisão, os investigadores afirmam que, embora os serviços efetivamente prestados corresponderiam a cerca de R$ 43 milhões, aproximadamente R$ 69 milhões teriam sido repassados ao instituto, o que representaria uma diferença estimada em R$ 26 milhões.

Também apontam subcontratações que somariam cerca de R$ 98 milhões e mencionam a possibilidade de parte dos recursos públicos ter sido destinada ao financiamento de atividades privadas ligadas à empresa Go Up Entertainment, da qual Karina Ferreira da Gama é sócia.

Apesar disso, o juiz afirmou que a representação policial não esclarece suficientemente quais elementos de prova já incorporados ao inquérito sustentam essas conclusões.

Na decisão, o magistrado observa que os investigadores solicitaram à Prefeitura documentos relativos ao contrato (como edital, medições, relatórios de fiscalização, notas fiscais e comprovantes de pagamento), mas que esse material ainda não havia sido enviado quando o pedido ao Coaf foi apresentado.

Por conta disso, a Justiça determinou que a autoridade policial informe quais documentos e informações, independentes das notícias jornalísticas e da denúncia inicial, já embasam as suspeitas de irregularidades financeiras.

O juiz também pediu que a polícia detalhe quais elementos justificam a inclusão de Karina da Gama na investigação financeira.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 São Paulo.

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