Médico é condenado a 20 anos de prisão por auxiliar PCC a executar paciente
O Tribunal do Júri paulista condenou o médico Alexandre Pedroso e outros dois homens por envolvimento na morte de Gilianderson dos Santos, paciente que foi executado a tiros dentro de um hospital do Guarujá , litoral de São Paulo , em abril de 2022.
Gilianderson estava internado no Hospital Santo Amaro (HSA) depois de ser alvo de um atentado, ocorrido dois dias antes.
De acordo com as investigações da Polícia Civil , ele era alvo do tribunal do crime do Primeiro Comando da Capital ( PCC ).
Pedroso teria adiantado a alta do paciente e mantido contato com os criminosos momentos antes da execução.
Pouco depois, dois homens invadiram a recepção do hospital e atiraram contra Gilianderson dos Santos, que estava em uma cadeira de rodas.
A dupla, posteriormente, foi identificada como Sandro Vieira Conceição, conhecido como “Patinho”, e Vitor Hugo Assunção, o “Pikachu”.
Juntos com o médico, eles respondiam por homicídio qualificado — por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Os três investigados foram levados a julgamento pelo júri popular, nessa quarta (9/9) e quinta (10/9).
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Sandro, responsável pelos disparos, recebeu pena de 22 anos, 4 meses e 24 dias, e Vitor Hugo, que conduzia a motocicleta que levava a dupla, de 23 anos e 14 dias de reclusão, ambos em regime inicial fechado.
O médico já havia sido condenado, em abril de 2024, a 8 anos e 9 meses de prisão por tráfico de drogas.
Em janeiro de 2025, a pena foi reduzida para 7 anos e 6 meses.
Em nota, a defesa de Pedroso afirmou que irá recorrer da decisão por entender que a sentença é “manifestamente contrária à prova dos autos”.
O Metrópoles não conseguiu localizar os advogados de Sandro Vieira Conceição e Vitor Hugo Assunção.
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