IA da Meta favorece campanha de Flávio Bolsonaro, e Lula aciona o TSE
A inteligência artificial (IA) da Meta (empresa dona do WhatsApp, Instagram e Facebook) tem favorecido a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) ao ser provocada por usuários para criar artes digitais com número e nome dos presidenciáveis — o robô tem atendido o pedido quando é sobre o candidato do PL e negado quando é para o seu adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A situação foi levada à Justiça Eleitoral pela campanha do petista.
O caso começou a ser denunciado por internautas nas redes sociais no final da noite da terça-feira, 13, e foi comprovado por VEJA em testes na manhã desta quarta-feira, 14.
Um mesmo comando foi dado à IA da Meta para ela gerar imagens de campanha para os dois candidatos, no entanto, somente aquele em favor de Flávio foi executado, como mostra a imagem abaixo.
IA da Meta favorece Flávio Bolsonaro WhatsApp/Reprodução Ao ser questionada pela reportagem, a Meta informou que segue regras eleitorais para não gerar, temporariamente, conteúdos com recomendações a candidatos e que tomou medidas adicionais para evitar que novas artes sejam criadas com os primeiros nomes dos políticos e seus números de partido.
Continua após a publicidade “Em cumprimento às regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles.
Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seus números nas urnas também não produzam imagens”, disse a equipe de comunicação da empresa.
No entanto, a reportagem de VEJA voltou a testar o serviço de IA da plataforma após receber essa resposta e detectou que imagens continuavam sendo geradas para “Flávio” e “22”, enquanto não eram feitas para “Luiz Inácio” e “13”.
IA da Meta favorece Flávio Bolsonaro WhatsApp/Reprodução Continua após a publicidade Ao testar um comando semelhante com os sobrenomes “Lula” e “Bolsonaro”, a trava da Meta de fato foi acionada, não gerando nenhum novo material.
VEJA voltou a questionar a empresa sobre a situação, mas, até o momento da publicação deste texto, não teve qualquer retorno.
O espaço continua aberto para explicações.
Favorecimento Continua após a publicidade A Meta também foi acionada pela coligação de Lula nesta quarta-feira, acusada de restringir o alcance da campanha nas redes sociais.
A petição aponta suposta entrega desigual de conteúdos eleitorais.
O texto também cita o viés da IA da Meta na geração de imagens, e pede a recomposição em dobro do alcance que afirma ter perdido.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.