Irã acusa EUA de negarem vistos a jornalistas antes de reunião da ONU
O Irã acusa os EUA de terem negado vistos a jornalistas que acompanhariam a delegação do país na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
Teerã criticou a decisão de Washington de não emitir vistos para profissionais de imprensa ligados à delegação iraniana. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, disse no X que a medida tenta limitar o acesso a informações.
Baghaei afirmou que a restrição atinge até a equipe que acompanharia o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. "Quando um governo impede até mesmo o acesso da imprensa de seu próprio país às informações e, ao mesmo tempo, fecha o caminho para jornalistas estrangeiros, incluindo a equipe de imprensa do presidente do Irã, cuja voz não quer que seja ouvida, isso não é gestão de acesso. É uma tentativa de esconder a verdade e dar continuidade a uma campanha de desinformação por meio da violação do direito de acesso à informação", escreveu.
O porta-voz também comparou a situação a um cenário da Guerra Fria. Ele disse que os EUA, que se orgulharam de ajudar a derrubar a chamada "Cortina de Ferro", agora viveriam sob uma dentro das próprias fronteiras.
O encontro da ONU já vinha gerando atritos entre os dois países, com demora na autorização de entrada da delegação iraniana em território americano. A permissão para a viagem só foi concedida na quinta-feira passada.
Mesmo após liberar a entrada, Washington impôs restrições à circulação dos integrantes e proibiu a compra de artigos de luxo e outros produtos. O Departamento de Estado afirmou que a delegação será menor do que a enviada no ano passado e ficará sujeita a limitações de viagem.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.