Evento em Altamira, no PA, capacita agentes para facilitar crédito rural na Amazônia
Altamira recebe ciclo de formação de Ativadores de Crédito Socioambiental.
Reprodução / Júlia Lisboa Começou nesta quarta-feira (23) em Altamira, no sudoeste do Pará, o primeiro ciclo de formação de Ativadores de Crédito Socioambiental.
O evento segue até quinta-feira (24) com uma série de quatro capacitações que visam preparar 100 novos agentes para atuar como ponte entre as comunidades tradicionais da Amazônia e as instituições financeiras. ✅ Receba as notícias do g1 Pará direto no WhatsApp O objetivo principal da iniciativa é desburoctatizar e facilitar o acesso ao crédito rural voltado à sociobioeconomia e à agroecologia.
O foco dos participantes está na elaboração e estruturação de projetos de financiamento, especialmente por meio de linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
A formação é realizada no âmbito da Modalidade Inovação do Projeto Floresta+ Amazônia, uma ação coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com recursos do Fundo Verde para o Clima (GCF).
O programa conta ainda com a parceria da organização Conexsus.
Agora no g1 Gargalo do crédito na região Apesar da existência de linhas de financiamento específicas para a conservação e o uso sustentável da floresta, comunidades que vivem da sociobiodiversidade, como povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos, ainda enfrentam sérias barreiras para acessar esses recursos.
A falta de profissionais que compreendam a realidade produtiva dessas populações e saibam traduzi-la para as exigências dos bancos é apontada como um dos maiores entraves para a expansão do crédito verde na região.
"As organizações comunitárias que conservam a floresta por meio de atividades produtivas diferenciadas também precisam ser assistidas por profissionais com conhecimentos adequados a essa realidade", explica Giuliano Guimarães, assessor técnico do Projeto Floresta+ Amazônia.
Segundo ele, a capacitação atua diretamente nessa lacuna, "funcionando como ponte entre essas organizações e as instituições financeiras, a fim de viabilizar o acesso a linhas de crédito específicas", pontua.
Do Plano Safra ao ambiente digital Durante os encontros, os futuros ativadores passam por um treinamento que une teoria e prática.
O conteúdo programático abrange as diretrizes do Plano Safra, transição agroecológica, educação financeira, cooperativismo e direitos territoriais.
Na parte prática, os alunos aprendem a operacionalizar propostas de crédito utilizando ferramentas digitais, como o aplicativo CrediAmbiental e o portal do Banco do Brasil.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Pará.