Expedição busca avião de Amelia Earhart em ilha no Pacífico
Uma equipe de arqueólogos marinhos sediada nos Estados Unidos partiu rumo a uma pequena ilha no extremo oeste do Pacífico para examinar a mais recente pista intrigante sobre um dos grandes mistérios não resolvidos do século XX: o desaparecimento, em 1937, da famosa aviadora Amelia Earhart.
Com o apoio da Universidade Purdue — instituição há muito ligada a Earhart e ao seu legado —, o grupo pretende descobrir se um objeto submerso, detectado por imagens de satélite na lagoa da ilha há seis anos, é de fato a aeronave bimotora Lockheed Electra 10-E de Earhart.
Tal descoberta comprovaria de forma definitiva a hipótese de alguns estudiosos de que Earhart e seu navegador, Fred Noonan, fizeram um pouso forçado no atol cercado por recifes de coral (ou nas suas proximidades) e morreram ali, isolados, a centenas de quilômetros do local onde planejavam reabastecer.
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“Encontrar o avião Electra de Amelia Earhart seria a descoberta de uma vida”, afirmou Richard Pettigrew, diretor do Archaeological Legacy Institute em Eugene, Oregon, que lidera a iniciativa em parceria com Purdue, em material de divulgação da missão.
Steve Schultz, consultor jurídico geral de Purdue e membro da expedição — que esteve em Fiji na semana passada realizando trabalhos preliminares para a missão —, disse em entrevista: “Isso significaria solucionar um dos grandes mistérios da história da aviação; certamente, um dos grandes mistérios do século XX”.
A missão também tem seus céticos.
O principal deles é Ric Gillespie, um pesquisador rival que também investiga o caso Earhart; ele é cofundador da TIGHAR (International Group for Historic Aircraft Recovery) e autor do livro de 2024 “One More Good Flight: The Amelia Earhart Tragedy”.
Árvore ou avião? Gillespie liderou uma dúzia de expedições próprias ao atol ao longo de três décadas e é o principal defensor da teoria de que Earhart teria naufragado em Nikumaroro.
No entanto, ele previu que a equipe de Pettigrew e Purdue não encontraria destroços de avião nem qualquer outra coisa relevante na ilha.
A equipe de Purdue reconhece o papel de Gillespie ao estabelecer as bases da teoria que esperam comprovar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.