Análise: Botafogo escancara problemas na estreia de Tite e ganha tempo para mudar a rota
Voz do Setorista: Não foi um dia feliz nem para o Tite nem para o Botafogo.
Se Tite estava com saudade de trabalhar, foi exatamente isso que ele encontrou no Botafogo.
A derrota para o Mirassol por 2 a 0, no sábado, no interior de São Paulo, pelo Brasileirão, evidenciou o tamanho do desafio que o treinador de 65 anos terá pela frente.
O primeiro tempo mostrou um Botafogo burocrático como tem sido, principalmente, depois da Copa do Mundo.
Na segunda metade do jogo, no entanto, o time deixou a esperança de dias melhores com a chegada de Zieych e de um treinador inquieto para apresentar um bom futebol.
Botafogo posado contra o Mirassol Vitor Silva / Botafogo Os 16 dias sem jogos servirão como uma importante intertemporada para o Botafogo, de olho nas últimas dez rodadas do Brasileirão.
Antes do complemento da rodada, o time está a nove pontos da zona de classificação para a Libertadores e a sete do rebaixamento.
Tite chega respaldado pelo currículo para construir a identidade de um Botafogo que teve três treinadores neste ano e apenas ensaiou ser o time competitivo que se esperava.
É um período de reconstrução e, antes de tudo, de paciência.
Se a primeira impressão é a que fica...
A primeira escalação do Botafogo na era Tite foi: Gabriel Batista; Vitinho, Lucas Monzón, Ferraresi e Alex Telles; Huguinho, Medina, Danilo e Montoro; Danilo Pereira e Arthur Cabral.
Uma das principais orientações de Tite no primeiro tempo em Mirassol foi explorar Medina fazendo dobradinha com Vitinho na direita.
O treinador pediu muito que o volante argentino fosse acionado e tivesse a condução da bola, sempre preocupado com as subidas do Mirassol pelo lado esquerdo.
E foi justamente a partir de uma jogada iniciada na esquerda do seu ataque que o Mirassol abriu o placar aos 15 minutos.
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