Bolsa Família: plano de Flávio prevê possível perda do auxílio após dois anos
A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) prevê a possibilidade de desligamento de famílias do Bolsa Família após um período de transição de dois anos.
A proposta foi apresentada nesta segunda-feira, 19, por Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico da campanha.Segundo Marques, a ideia é que os beneficiários tenham tempo para buscar emprego com carteira assinada ou abrir o próprio negócio.
Caso a tentativa não dê certo, a proposta prevê o retorno automático ao programa social.
A declaração ocorre a seis dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro, quando Flávio disputa a Presidência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.“Vai ter regra de transição de dois anos [no Bolsa Família] para que possa abrir seu negócio, ou aceitar emprego de carteira assinada.
E um retorno automático caso dê errado.
As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família.
Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada.
Todo mundo merece sonhar com algo com mais oportunidade, dignidade”, afirmou Marques.Plano prevê crédito e capacitação profissionalAlém da mudança no período de permanência no Bolsa Família, a equipe de Flávio Bolsonaro propõe criar um Ministério da Prosperidade.
A estrutura ficaria responsável por iniciativas de acesso ao crédito, capacitação profissional e parcerias com empresas privadas.Segundo Daniella Marques, a proposta tem como objetivo estimular o crescimento econômico dos beneficiários e ampliar as oportunidades de trabalho e geração de renda.
“O coração do plano é focar na prosperidade.
Colocar o brasileiro para crescer junto com o brasil.
Estão preservadas as proteções sociais, mas a gente quer todo brasileiro um plano para que o cresçam mais, com crédito, capacitação e parcerias com empresas privadas para cursos livres”, acrescentou.As medidas ainda dependem de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro e não alteram as regras atuais do programa.Bolsa Família passou a pagar R$ 691 em setembroO Bolsa Família foi relançado pelo governo Lula em março de 2023 e, em setembro deste ano, teve o primeiro reajuste desde a retomada.
O valor mínimo mensal subiu de R$ 600 para R$ 691, um aumento de aproximadamente 15,04%.Os pagamentos de outubro serão os primeiros a incorporar o novo valor.
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